sábado, 15 de outubro de 2016

196 - Apresentação das "Memórias Boas da Minha Guerra"

Recebeu o Bando honroso convite para a apresentação do livro Memórias Boas da Minha Guerra de José Ferreira da Silva, mais conhecido no meio dos camaradas como Zé Catió.
O local foi o Salão Nobre do Quartel da Serra do Pilar, unidade de onde o José Ferreira partiu para a Guiné em 1967 e a ela regressou em 1969. Na altura chamava-se RAP2.
Passámos a Porta d'Armas e fomos aguardando os convidados.

Camaradas e amigos de muitos convívios deslocaram-se de vários pontos do País. À direita, o Dionísio de Gondomar, protagonista de uma das mais belas histórias referidas no livro.
O Salão Nobre vai-se enchendo com os camaradas, amigos e família do Zé.


Palavras breves do José Ferreira para nos referir que problemas de última hora não permitiram a presença do Sr. Dr. Alberto Branquinho, comandante de um dos pelotões da sua companhia e que deveria fazer a apresentação do livro.
E também dar-nos a conhecer as individualidades presentes na Mesa sendo da esquerda para a direita:
Sr. Edgar Maia, representante da Chiado Editora; Sr. Coronel Rui Pinheiro, em representação da Unidade Militar; Sr. General Manuel Azevedo Maia, comandante da CART.1689 até à data do seu ferimento e evacuação para a Metrópole; Sr. Carlos Vinhal, editor do Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné e representante do https://blogueforanadaevaotres.blogspot.pt/ onde as várias histórias do Livro foram publicadas em primeira mão.

Início da sessão

O Sr. Coronel Rui Pinheiro dá as boas-vindas em nome da Unidade Militar, bem conhecida de muitos de nós dos anos 60 e 70 do século passado.
O Camarada Carlos Vinhal no uso da palavra.


O Sr. General Manuel Azevedo Maia e o José Ferreira
O Senhor General Azevedo Maia no seu discurso apontou acima de tudo as grandes virtudes humanistas do José Ferreira.
Finalmente, coube ao Sr. Presidente do Bando do Café Progresso Fernando Jorge Teixeira, do alto da tribuna, dedicar breves palavras de simpatia e amizade que nos ligam ao camarada Zé Catió.
O Sr. Presidente durante o breve discurso.
Seguiu-se um Porto de Honra com que o José Ferreira quis brindar todos os presentes contabilizados em mais de uma centena.
A simpatia do autor de Memórias Boas da Minha Guerra levou-o a oferecer juntamente com o livro, um Porto Reserva edição especial para o momento.
 
Terminada a cerimónia, alguns de nós fomos recordar num jantar simples, velhos tempos do Bando que terminavam na Churrasqueira das Antas.


Homenagem do nosso Presidente Teixeira ao José Ferreira. Cansado mas feliz.
A Capa do livro

8 comentários:

  1. Catió, 6 de Junho de 68.
    Cerca das 9 da noite, uma flagelação ao Quartel e à zona central de maioria Balanta da Vila. Os velhinhos da CCS do BART.1913 estavam admirados.
    Não sabendo o que fazer, corri para o posto onde numa plataforma tipo espaldão elevado estava (não me lembro se estava se chegou depois) assente um dos meus canhões s/recuo e interrogava-me: é isto um ataque?
    Entretanto foi chegando alguma rapaziada ficámos para ali na conversa e a olhar as luminosidades, quando passa o Capitão Tornicotim de capacete de ferro modelo G.G. e telefone na mão e diz só para disparar se receber ordem. Uma grande brincadeira no meu entender.
    Um chiar de ferro mal lubrificado chega-me aos ouvidos e logo a seguir aparece uma carreta com o Zé Ferreira enfiado lá dentro e o Verguinhas a empurrar. Andavam a fazer a ronda. E eu tão periquito com cerca de 15 dias de Catió, tudo para mim eram novidades e brincadeiras.
    Pouco depois a CART.1689 partia de Catió. De todos os furriéis daquela companhia, tudo gente boa, foi com o Zé Ferreira com quem criei mais empatia, vá lá saber-se porquê. Nunca mais soube dele até que…
    …42 anos depois, no Blogue criado pelo Luís Graça, leio uma história em que entra o Xico do Palácio. Foi a primeira da série Outras Memórias Boas da Minha Guerra, publicada em 12 de Agosto de 2010 lida no dia 21. A foto do autor não me era estranha e entrei em contacto com ele através do Blogue.

    Mensagem para cá, mensagem para lá o tempo girou e em finais de Dezembro, por casualidade viemo-nos a encontrar na Tabanca de Matosinhos. Não o reconheci logo, mas chegou a boca é um gajo que esteve em Catió. Fui-me a ele, apresentei-me e o resto foi fácil.
    O Luís Graça fez-nos o boneco para a posteridade.
    A partir daí os contactos foram constantes. metemos muita conversa e a amizade foi-se cimentando. Partilhamos algumas boas aventuras, umas com o Bando do Café Progresso outras só os dois.
    As Histórias continuaram e umas tantas ficam agora gravadas neste livro. A maneira simples de as descrever enaltece o humanismo patente na alma e nos heróis destas Histórias; a par de outras com peripécias mais ou menos rocambolescas mas sempre com um fundo de verdade, incluindo o meio ambiente onde se desenrolam. Revejo-me na fascinante história gourmet dos célebres Bolinhos de Bacalhau à Moda de Catió.
    Foram as Histórias passadas dezenas de anos que nos fez reencontrar. E confirma-se que uma amizade não se procura, ela acontece. Obrigado Zé Catió por escreveres Histórias tão simples como honestas. Tal qual a tua marca de Homem.

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  2. Parabéns ao Zé Ferreira pelo lançamento do livro ,quando retornar a Portugal farei questão de comprar um exemplar .Um abraço dd amizade .Lu.

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  3. Viva cambada!
    Também vindo mais do pé dos mouros não dei por mal empregue a viagem. Admirador confesso da forma lirica e desconcertante, com que o Zé nos tem brindado no blogue luisgracaecamaradasdaguine.com, fiz planos para estar presente assim que soube da iniciativa de publicação das suas bem dispostas e por vezes picantes estórias.
    Não estive só, pois ele tinha muitos amigos como se podem ver nas fotos e foi um dia feliz que até o tempo ajudou.

    Um abraço para Zé e para todos camaradas amigos presente e que venha o nº II

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  4. Caros Bandalhos,
    Sabeis quanto vos amo e vos admiro.E tenho razões para isso. Ontem, vocês marcaram uma presença bem vincada no apoio e simpatia a um dos melhores momentos da minha vida. Nunca vos poderei esquecer!
    O Bando poisou mesmo na Serra do Pilar. Vieram Bandalhos de Vila Real, Lamego, de Faro, Penafiel, Paredes e Grande Porto. Juntamente com outros amigos vindos dos Melros, da Tabanca de Matosinhos, de Fiães, de Esposenda, da Povoa de Varzim. de Vila do Conde, de Amarante e, até, de Lisboa, proporcionaram uma excepcional ambiência, rica de camaradagem e de amizade.
    A todos vós e em especial ao Artista que nos brindou com mais esta reportagem, eu manifesto toda a minha gratidão.
    Um grande abraço
    José Ferreira
    Silva da Cart 1689
    Zé de Catió

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  5. Bela tarde passada entre amigos,para homenagear um de entre eles.Um abraço amigo Zé Ferreira,os maiores sucessos.

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  6. Meu amigo Portojo

    Uma bela reportagem.
    Uma cerimónia digna.
    Obrigado
    Hélder Sousa

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  7. Parabéns ao Sr José Ferreira pela publicação do livro "Memórias Boas da Minha Guerra",onde deixa transparecer que em situações inusitadas sempre há momentos alegres e inesquecíveis e também oportunidades de aprendizado.Tenho certeza que o conteúdo literário é de teor inestimável.Com certeza, farei o máximo para que tua obra possa chegar às minha mãos.
    Desejo também que este livro, possa ser um marco feliz na vida de todos que compartilharam deste período.
    Gostaria de expressar nesta oportunidade, minha admiração ao sr José Ferreira e desejar que continue nesta carreira tão sublime que é de um escritor.
    Abraços cá de longe
    Elci Teixeira

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  8. Como sempre, quer faça chuva ou faça sol e nesta altura o nosso amigo Bandalho e Secretário General Portojo, está no tempo um pouco enevoado, mas o sol aparecerá, não deixa de nos surpreender sempre com uma excelente reportagem, como só ele sabe. Como ele gosta de dizer a acta (ou será ata?) dos actos (ou serão atos?) aqui descritos. Um bem haja com um grande obrigado.
    O Zé Ferreira, já não é surpresa, é... delicadeza, amizade, camaradagem eu sei lá... ele passa a vida a surpreender-nos!... Um abraço Zé e parabéns.
    cumprim/jteix

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