Depois de apanharmos o Luís Guerreiro em Campanhã, toca a marchar até ao Freixo e tomar a primeira camioneta que passasse. Para os interessados, a viagem custa 90 cêntimos, já com o desconto para jovens da velha guarda.
Entre a paragem na Fundição e o Vigário, descem-se uns 50 metros bem medidos, no sentido do Rio Douro. O Bando, na altura ainda reduzido, começou a calcular como iria ser no regresso...
Ultrapassada a descida e porque o rancho estava mercado para as 13, há que ir fazer horas e ver o Rio mais de perto.
Entretanto juntou-se à rapaziada o Kim Mendes Pum, cujos azimutes bem tirados, fizeram-no acertar em cheio no alvo.
Conta a lenda que o Vigário já vem de longe. Ou não fosse Gondomar terra de muitos Vigários. Incluindo o músico Valdemar, que canta e encanta no Mal Cozinhado. Mainada...
E já com o bandalho do Bioxene em cena, logo não gostou da mesa que havíamos (eu) escolhido, só porque corria uma aragem gelada à moda da casa. E vai daí toca a mudar a artilharia para nova mesa. Que também não serviu, porque entretanto o vento não mudou...
Finalmente com o pessoal bem acomodado lá para o interior e acabado o salpicão, chegaram as "tolas" fresquinhas. E porque o pessoal não tem medo do Ecoli, o pimento assado não podia faltar. O esquisito do Bioxene teve direito a bacalhau e para um desconsolado (eu de novo na baila) uma "febra" bem picante. A "pomada" foi verde da Lixa, branco, tinto e muito. Queijo e marmelada, bolachas de baunilha à moda antiga, cafés e bagaço(s), foram o remédio para os doentes crónicos. Sim, porque são mesmo doentes e nem podem ouvir falar em 2413 (a c.art. do Domingos Soares) pois ficam a olhar a admirados para o autor do dito pensando que me referia às minhas tensões...
Já em fase terminal (do repasto) a Senhora Vigário recordou o dia em que uns clientes esquisitos mudaram 3 vezes de mesa. Só por causa de uma aragenzita... No sentido contrário ao do movimento correcto dos ponteiros de um relógio normal, está o J.Peixoto, o Quintino Monteiro, O Kim Mendes, O Nandinho Bioxene, o ainda Presidente JTeix.45, o Luís Guerreiro e o J.Teixeira - Portojo para os amigos -.
O Sr. Vigário acertando contas, que é como quem diz, a pagar a comissão ao Bioxene.
Finalmente a paz. Os cinco que primeiro chegaram foram os últimos a partir. E porque era preciso fazer horas, meteram pés à estrada recordando os velhos tempos das marchas forçadas. Só que agora era para ser lenta. Muito lenta.
Durante um momento de descanso, um ciclista dá um Olá.
Ei-lo que dá meia volta e não é mais nem menos que o grande campeão e camarada Manel Graça. Isto sim, é o exemplo de um atleta de alta competição. Nada de comparar pancinhas, ok ?
Uma nova paragem só para apreciar os palacetes da zona e as belas paisagens do Douro.
Eis-nos chegados ao passadiço do Clube Naval Infante D. Henrique. Mais uma recordação com o Douro em fundo.
No Bar voltado ao Rio, enquanto se apreciam umas lourinhas para doentes e umas águas para os sequiosos, vemos passar os Barquitos que vêm lá de cima.
E porque daqui não saio daqui ninguém me tira, isto é, os pézinhos já não aguentavam mais, foi só atravessar a estrada e apanhar a primeira camioneta que nos deixasse nas origens. Claro que fizemos horas em Campanhã para entregarmos o Guerreiro ao maquinista do Norte Expresso para Tui/Spain. E porque era Quarta-feita e em Campanhã nada falta, lá fomos tratar com carinho uns franguitos. Sim, até porque o Guerreiro não podia ir sem jantar. Enfim, só uma coisita para aconchego.E prontos. Lá se foi mais um dia da nossa vida. Aproveitar é agora, enquanto a crise não chega.