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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

P.58 - A última Bandalheira do ano

Após muitas actas escritas nas assembleias gerais extraordinárias, convocadas por email, telefone e msg., pelo presidente, pelo secretário e por quaisquer dos bichos-careta que compõe este Bando, tendo como temas únicos quando e como seria a nossa última reunião do ano, (tudo porque o dia 8 é feriado coincidindo com o dia normal da assembleia ordinária mensal na sede do Café Progresso), foi escolhido o dia de ontem, por sorte cheio de cor e água, determinando-se a comparência, excepcionalmente, no Restaurante do Gil, nos Melros do Choupal, ali em Cabanas, Fânzeres, Gondomar, terra do nosso ex-camarada Valentim. O dia amanheceu lindo, prometendo muito vento e chuva. Nada que preocupasse o Bando, habituado que est(á)eve às intempéries equatoriais.
A rapaziada em farda de serviço a rigor foi chegando, destacando-se desde logo o bem-vestido Jorge Peixoto. Lindo no seu blue-tai de veludo e gravata a condizer. O Presidente mostrava-se preocupado pois as horas passavam e o Moreira Admor + o Santos não apareciam. E as barriguinhas a darem as ditas cujas. Note-se o fuminho que adornou a foto. Não sei se era da neblina ou de algum charro que andava por ali a espalhar o seu incenso.
Com as coisas já acomodadas no refeitório do Gil e após umas ligeiras entradas, revoltamo-nos com várias espécies gastronómicas de bacalhau - o peixinho de preferência do Bando - mais a pescadinha e arroz de gambas que os nossos neófitos companheiros Oliveira e Vilaça trataram de embrulhar.
O Peixoto, o Quintino e o Soares não sei porque esperavam para troglodir o bicho-peixe.
O Fernando Biochene e o Sr. Presidente JTEIX45 com os cumprimentos, lá deram a segunda volta embora parecendo com um certo sacrifício.
Como chefe de mesa, o nosso querido Presidente serve gentilmente o Fernando Dias, o Moreira Admor e o Santos.
As fotos de galeria também têm direito a figurar. Aliás como sempre aconteceu desde que o Bando anda nestas confusões.
O Vilaça e o Oliveira II - por falar nisso, o I nunca mais apareceu. Sr. Presidente é preciso mandar-lhe uma boquita para saber o que se passa. - em grande pose.
O Quintino em vez de comer passa a vida na paródia.Por isso não sai dos 60 - Kg que não anos -. Esses já lá vão e há muito.
Uma geral, já tudo embrulhado depois do cabritinho que estava uma delícia. Pena o Oliveira e o Vilaça terem abandonado a reunião.
Parece que o pessoal já estava a ficar bom para ir à Madrinha. C'ólhinhos do Dias, c'a cores do Almeida e qi boa disposição do Santos
Porque havia os aninhos próximos cá do rapaz e do Biochene, o Gil gentilmente ofertou o bolinho da ordem. Mas as velas não se apagavam.
Como se pode constactar, o bolo continua parado e o Fita Azul já vai no ar. O respeitinho ao colesterol é muito lindo.
Como num jogo de futebol pela TV, é preciso repetir o visionamento dos lances para que nada falte para uma opinião perfeita. Neste não deixa dúvidas nenhumas.
O nosso Sr. Presidente teve de resumir para a acta a reunião. Com muita pimba e circunstância. Por falar nisso, anda-se a esquivar à marcação de novas eleições. Será que julga que o cargo é permanente ?
E porque nem só de comidinha constou o rancho, informa-se os interessados que foram incluídos uns alentejanos tinto e branco e um verde branco Lixense (?) , de cor agradável, taninos puros, um certo adestringimento ao paladar, que passou de razoável a muito bom logo ao terceiro copo. O Admor que o diga. Como fundo memorial, a seda pura transformada em gravata, pertença do nosso camarada Jorge Peixoto. Foto reservada do Fernando Almeida, mais conhecido por Biochene desde Abril de 1967.
Contràriamente a Apalache, a reunião acabou plena de concordância.
Na mesa da assinatura da acta, alguns bandalhos descansam da trabalhera fazendo companhia ao Sr. Presidente.
Ora é hora de partida, pois a viagem de regresso era longa e a noite já estava vindo.
Um dos pinheiros do choupal, recortado numas résteas de azul e cinza.
Não sei porque artes nem de quem foi a ideia, mas uma viatura da excursão resvalou para a marginal a caminho da Ribeira. Uma paragem na Gustavo Eiffel para bater umas fotos. E não só...
Por baixo da Ponte do Infante, corria célere o Douro, espelhando nas suas águas as luzes das marginais. Ao longe, não um navio, mas a elegante Ponte Luíz I. Só mesmo um artista percebe que não se deve fazer xixi para o Rio. E logo ali o muro da escarpa das Fontaínhas tão perto.
Estacionada a viatura no Parque do Infante onde nunca tinha entrado e aquilo assusta. Acho que está por baixo do Rio Douro. E quanta arqueologia se deve ter ali descoberto aquando das escavações. Bom, mas isso não interessa nada para o caso, e depois de um pequeno passeio, lá fomos parar às Iscas. Numa foto, confirmamos o que o Sr. Presidente já sabia. Aquela coluna e o lampião desapareceram. Para as gentes daqueles lados, era como um marégrafo de cheias. Assunto a rever.
Para a posteridade, os comilões-inhos enquadrados no ambiente. Destoa um pouco o Quintino, porque não é um Jorge como os outros. Mas é António e mainada
Na saída, uma olhadela para a Praça do Infante, que parece não ter a estátua. Será que o Infante D. Henrique terá ido jantar quando lá chegamos ? Pobres arquitectos paisagísticos ou lá o que serão, que não dão luz às nossas estátuas. Tal qual como a do D. Pedro na Praça, o Garrett no Município e sei lá quantas mais.
Bom, Bandalhos. Por hoje está tudo. Até sexta no Cifrão.
Nota: A quem nos lê e vê, podem mandar as boquitas da ordem. O Bando agradece. E Bandalhos são todos que por aqui pousam. E se não queres ser Bandalho, não vistas as penas.





 

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

P.52 - 13.OUT.2010 - O Bando em A.G.M.

Na sua reunião mensal no Progresso, sempre, e como sempre às segundas quartas-feiras de cada mês, o Bando tinha vários pontos para discussão. Por ordem eram (foram): a) Ausências/Presenças da última reunião; b) Estórias do Vinho Doce; c) Falta de fotos; d) Falta de registos no blogue.
Outras ordens de trabalho foram aparecendo ao longo da tarde/noite, mas lá se chega.
É de saudar a participação na ordem dos trabalhos, depois de longa migração, do Domingos Soares. Sem penugem, pois claro, que as travessias de Oceanos e Ares deixam marcas.
Conforme a hora ia avançando, a participação aumentava.
Depois das ausências anteriores justificadas; Da lembrança da presença do Vasquinho das águas na última reunião. E para acabar com a seca que o Domingos Soares levou do nosso presidente (tipo Vasquinho das Águas), de estórias da história desde os últimos 42 anos até aos nossos dias, fez-se a foto final para que o Bando partisse à sua aventura degustativa, porque os papos estavam a ficar vazios.
Já ninguém queria saber do caso do vinho doce e do garrafão velho que se parte e deve ser substituído por novo. Não são os dois euros que o Biochene tem pagar por ele. É só uma questão de princípio que teve de ficar registada em acta. Pelas caras dos Domingos (O Periquito sentado e o Coveiro em pé), são coisas fora de aprovação para registar na tal bendita acta.
Na amesentação das Antas nada mais interessou do que as viandas chegassem depressa ao ninho. Para começar, nada como um picante fora de série, que quási esgotava os bebedouros. Valeu a àgua verde-branco da Lixa e uma cervejinha a modos que aperitivo, cá para o rapaz.
Para ajudar a desfazer os milhos, nada como uma incursão até aos domínios das gentes-bem, no Jardim da ex-Praça Velasquez, actual Sá Carneiro.
Não adianta tentar uma foto artística na hora da digestão. Mas também (não) ajudou o pestilento cheiro da zona. Os Bandalhos bem que se olhavam uns para os outros, desconfiados. Mas sosseguei-os. O cheiro vem daquelas gentes-bem, que passeia os seus animaizinhos de estimação naqueles belos jardins, mas não apanham a merdinha que os bichinhos deixam na relva. Gente bem é isso mesmo.
Fugindo ao ambiente péstido, o Biochene, normalmente tão encolhido no seu canto, tentou um levantamento fora do galho e quási batia o record mundial de voo p(l)é-nado. Não sei se os seus sapatos já foram para o lixo. Ou para a recauchutagem.
Mas a noite não terminaria em glória sem as estórias profundas, acutilantes, aberrantes, paranoicas, alucinantes, dos velhos tempos.
O passar das horas e das águas, não melhoraram a performance do fotógrado, da máquina e do Bando. Tudo junto deu cá uma confusão das antigas...
Melhor mesmo era levantar voo, que outros ninhos nos esperavam ao fim de mais um longo caminho. Com o Bioxene aos comandos, pousando nos vários aerometroportos que o GPS lhe designou, e finalmente o sossego.
Adeus, até ao meu regresso.