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quinta-feira, 10 de abril de 2014

P.137 - O Bando e o 9 de Abril

No dia em que se comemora (comemorou) o início da Batalha de La Lys, o Bando não ficou indiferente e homenageou o Soldado Milhais, que para a História de Portugal ficou a ser conhecido como Milhões. Esse gajo é que sabia como se mandavam uns alemães para o paraíso.

E assim iniciamos a reunião mensal ordinária, uns com umas cervejinhas, outros com cafés, outros ainda com águas.
A ordem de trabalhos foi sendo ao correr da pena, isto é conforme as queixas da e sobre a saúde que cada um de nós resolveu apresentar. Futebol e Política estiveram fora da primeira parte da ordem do dia. 
O primeiro a arrancar foi o Tavares, pois tinha o se'tor dos ossos à espera. Estava triste, porque recebeu a carta das finanças a dizer (?) que lhe vão cortar mais 3,5 % ao valor da sua reforma. Isto não é política é desfaçatez.
A nossa sede está a comemorar os 115 anos de existência. Em Setembro cá estaremos para o grande dia. Até lá, se houver, podemo-nos entreter a ler o site http://www.cafeprogresso.net/
Horas de arrancar e um passeio pelo Carmo até à Cordoaria deu para notar que a Cidade já está cheia de turistas, especialmente espanhóis. É a tradicional Semana Santa que a juventude do país vizinho gosta de vir partilhar.
Num banco de pedra do Jardim da Cordoaria tiramos à sorte onde ir desforrar o jejum. Calhou ao Abreu desta vez. O Adriano Moreira arrancou para a sua vida, não sem antes querer tentar transformar o Ramalho em Parada e nós apanhamos o 801 até à Praça das Flores.
 Um passeio pelo Jardim a preparar as emoções.
 E aproveitava-se o itinerário para trocar mais uns pontos de vista sobre a saúde.
O Abreu preparou-nos a bancada para desfrutarmos calmamente e em beleza o jogo entre o Barça e os Colchoneros. Grande jogo, diga-se de passagem. Então entrou na ordem de trabalhos o futebol, a cargo do Quintino e do J. Silva. Autênticas enciclopédias, diga-se de passagem.

Entretanto e prosseguindo a ordem de trabalhos, pôs-se a arder um chouriço no bagaço com fogo bem pegado. A paciência é um dos dons do Bando.
Depois de termos metido na ordem de trabalhos uns rissóis de carne e umas pataniscas, lá chegou à mesa a proposta de um arroz de tomate, malandrinho.
E uns rojões que não quiseram ficar para trás.
 O jogo continuou lindo e emocionante, mas emoção maior deu-nos o Queijo da Serra.
Teve que ser devidamente registado.
Cremoso, de gosto bem apurado a cabra, foi um ver se te avias 
Tarte de maçã e doce de chocolate com recheios estiveram quási só na lista do Presidente.

Combinou-se seguidamente a confirmação para o próximo sábado no Choupal dos Melros.
E já estamos a pensar que a próxima reunião em 14 de Maio tem de ser de arromba. Vamos ter a visita do Luís Guerreiro, velho camarada  que de vez em quando vem lá dos states Canadianos para nos dar o prazer da sua companhia. 
Quem sabe, também o Barbeitos desça lá da sua aldeia Minhota para aquele abraço.
Por esta ordem encerraram-se os trabalhos, que foram devidamente registados até ao ínfimo pormenor.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

P.120 - Estamos bem, obrigado

Há pessoal que não acredita nesta coisa do Bando. Paciência, nada a fazer. Mas a coisa é mesmo assim, funciona. 
Conversa ao telefone: Vais ter com a malta? - Vou, mas ainda é cedo - Eu sei, ainda estou a lavar a cremalheira - Então quando acabares dá um toque e encontramo-nos nas bombas - Ok, mas levas o carro ? - Levo, assim é mais fácil para p'ra pôr os gajos a dormir - Ok té já .
30 minutos depois, dois bandalhos encontram-se, bla bla bla a minha vizinha, desculpa a demora, bla bla. - Ok, sempre problemas, mas está um calor do caraças. - Pois está e vim de casaco e tu todo fresquinho - Pois, esqueci-me do blusão - vamos buscá-lo, blabla - nem penses, vamos embora.

Praça das Flores: E Viva o FLU
Vamos espreitar a ver se o Bioxene tem aí o carro - Não tem, se calhar o gajo ainda está de baixa - Não sei, eu prometi irmos visitá-lo mas o car... do Peixoto foi para França e ou vamos todos ou não vai ninguém - Vamos ligar-lhe.
Trim trim trim: Olá Bioxene, já morreste ou ainda não - não carrr.. inda cá ando - e como estás - todo fuddd ...mas aguento- e como é, vens com a malta ? - Não, mas para o mês que vem já estou operacional. - Ok, se houver azar manda a mensagem para o Notícias - Ganda fdp.... fim da chamada.

O Quintas arruma o carro e sai-me uma lembrança: Ouve lá onde era a Quinta do Godim ? É já ali... Então vamos telefonar ao Peixoto para ir ter ca gente a Campanhã... Ok

Pelo caminho para a Quinta, uma das ilhas típicas da Cidade. 
Olá Peixoto, onde estás ? A chegar ao Bolhão - então continua e espera-nos em Campanhã - ok e o Presidente? Não te preocupes, está a ler as gordas do Notícias, depois passa para as pequenas e ainda vai dar para ler os anúncios pornográficos - Ok, até já.

Da Quinta do Godim, parece que só existe a casa, bem conservada, 
e que presumimos ser um infantário. 
Já que aqui estamos vamos ver a Escola Ramalho Ortigão. Estudando à noite fiz aqui (eu) dois anos de grandes celeumas. Já lá vão mais de 45 anos. Adiante
O Peixoto farto de esperar, lá estava à sombra de uma cabine telefónica em Campanhã. Eu e o Quintas pedimos desculpas pela demora, mas isto das viagens na nossa terra tem que se lhe diga. São os quintais, o Desportivo, a esquadra da Polícia, o Fernando Vareiro, o Doutor Maurício e a ruína dos edifícios da Rua de Pinto Bessa.

Parece impossível, mas eu lembrei-me que há uma linha que nos levava até ao Progresso. E o Peixoto, especialista nestas coisas de transportes, confirmou.
E o calor que apertava, deveriam estar 25º e o Quintino de casaco.
Eu apostava que o autocarro que estava a sair era o que nos interessava. Pareço bruxo mas era verdade.
Aguentamos p'ra aí uns 15 m e lá vem um novo 207. Alegria nos rostos, vamos a caminho do Progresso. E do nosso querido Presidente que deveria estar aflito pela nossa demora.
Saímos na Praça do Bombeiro, antiga Feira do Pão mas pedi um intervalo para nos reabastecermos. Precisava do meu charro para aguentar os 30 metros que nos separavam da sede. E quando lá chegamos, não é que o nosso Presidente estava na feliz e boa companhia do António Tavares ?

AH g'anda camarada Fozense, tiveste de ficar para a história Bandalha. Estes bandalhos são mesmo assim. Matarem a sede e depois a foto de apache (Apache?, não será da Praxe? para o caso não interessa nada). Eu com a minha loirinha, o Peixoto com a preta e o Quintino com o não sei quê. Bota e bira e siga em frente, pois o Presidente já tinha tomado o seu Saco.

Eram horas de dar ao dente, assim marcavam os relógios da Velha Senhora, pois os bandalhos não vivem de ar e vento. O Tavares despediu-se da rapaziada e foi à vida e nós, Bandalhos, fomos à nossa. Mas que deu uma grande confusão deu, porque o secretário técnico-administrativo-bandalho (eu, pois claro) resolveu que os comeres deveriam ser no Abreu.
Claro que o nosso querido Presidente tinha o numero telefónico do Abreu. Só que aquela coisa dava um tic-tic-tic estranho no telefone do Peixoto. Vê a lista, vamos à cabine telefonar, siga em frente e se o Abreu estiver de férias é só subir e vamos à Churrasqueira.
Lá vamos no 801 e tá, tudo joi, na Praça da Flores. Eu vou por aqui, tu vais por ali, e já vejo o Abreu aberto.

O Abreu no seu estilo habitual, não nos ligou nenhuma. Mandou uns carapaus para aperitivar que não tiverem direito a foto. Não me perguntem porquê. Mas as sardinhas e o arroz de feijão vermelho foram registados.
Mas o secretário técnico estava de dieta e quis um bife com sabor a alho e pimenta preta. O Abreu que não nos liga nada, pôs na mesa um bife de quási 30 centímetros.
Ora como as sardinhas tiveram um acompanhamento de Verde Branco de Celorico, o bife ficou para ali a arrefecer.
Mas aos poucos lá foram indo pescar o Celorico, quer dizer, o Bife ao Alho e Vinho do Abreu. O que sobrou, nem vos digo, nem vos conto...
Estavam uns 17 graus e o Quintino é o do casaco. O único que não bobeu. Muito... Ca noite Bandalha...
E houve mais, mas não cabe nesta história.