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segunda-feira, 11 de maio de 2015

P.164 - Reunião Magna do Bando em 29-04-2015


Editorial.
Este post foi pubicado inicialmente no blogue do nosso Secretário General Portojo: A Vida em Fotos, um blogue muito conhecido, mas de fraca audiência.
Com a devida vénia, mas sem a devida autorização, que selikesse, publica-se aqui e agora aquilo que ao Bando diz respeito e que nunca devia ir para outras publicações, para mais duvidosas. Aliás tem que se começar a rever as incompatibilidades de alguns membros de topo. Não andarão aí a usufruir de honorários à custa dos chamados benefícios de imagem de marca? É que o Bando já ultrapassou fronteiras, já foi a Crestuma, Gaia e Aveiro, já foi ao Pocinho, não foi a Timor mas é um conquistadooor!...
Para saco já chega um, o azul e mais nenhum.
A Bem da Bandalheira
cumprim/jteix

217 - A vida com amigos é outra coisa


Não era dia do Bando mas até parecia, mas nem só do Bando vivem os Bandalhos e um passeio redondo por Santa Catarina numa tarde agradável, sabe muito bem.



















O encontro estava marcado junto à Capela da Almas e logo a seguir vai um cafézinho, um bagaço e uma morena para o Peixoto. Que mais parecia ter pernas, tanto a garrafa se mexia. Devia ser por causa da inclinação da rua.


















A Confraria da Capela das Almas se resolvesse cobrar 10 cêntimos por cada foto aos seus azulejos ganhava uma fortuna. Imagino quanto gastaram pelo último restauro. Oxalá não voltem a roubá-los como recordação.
O Zé Catió não perdeu a oportunidades para mandar um click.


















Parecem um Bando de Pardais... os putos...


















E lá vão eles Santa Catarina abaixo.



















Enquanto o Cibrão resolvia um problema com a operadora telefónica que não mais tinha fim - que NOS é assim mas irritou-o profundamente fazendo-o até perder o código - aproveita-se para um olhar à volta e marcar o 22. À direita o Palladium, em frente o edifício da antiga Casa Inglesa, agora Marcolino dos Rolex, (o Peixoto não se lembrou de ir ver a montra) e para cima a Rua de Passos Manuel.



















As escadas do Coliseu deram para descansar enquanto aguardávamos o Quintino que foi à loja e o Admor pagar a conta.
Enquanto isso, marcou-se o destino que seria nos poveiros.
O Zé Catió, desconhecedor destas coisas, julgou que os tínhamos perdido. Estava impaciente por uma loirinha.




















Finalmente elas, as loirinhas e morenas, chegaram no antigo D. Pasollini, agora Solar do Cachorro ou algo parecido com este nome comercial para acompanhar uma coisitas picante


O cachorro foi o preferido mas o Zé Catió, mais fino, preferiu uma Francesinha que sem dúvida estava a preceito com o queijo bem derretido e o molho apurado.



















Dois pidões (que lindo nome nos arranjaram) aguardando a segunda dose.


















As mão calejadas do Zé e um grande plano artístico do Quim Silva.
Que raiva, disse o Cibrão. Não sabemos a que se referia, mas prontos.


















Contra o habitual o J.Teix. acabou muito cedo. Presumimos que ande de dieta, bem como o Admor, também ele já terminado.

















A casualidade de um espelho com o arco-íris (agora não é preciso o hífen, dizem as iluminadas criaturas que criaram o AO, mas que se lixe - não as eleições como diz o tótó do primeiro ministro - não vou a exame. Mas que o Peixoto está muito bem, não há dúvidas.


















O J.Teix. apresentou um plano sobre como dividir a divida. Muito expressionista. Então paguemos e não bufemos e não sejemos (linda palavra) piegas, como voltará a dizer o nosso caloteiro PM. o PPC,, daqui a uns dias. Corroborado pelo PP. Já que o PR não liga a essas minudências. 
Retomamos a caminha, cada um para o seu lado e já Santa Catarina está debaixo dos nossos olhares com os comércios fechados.


















Os sobrantes caminhadores olham um artista de rua e a sua arte. Interessante a expressão curiosa do pequenino assistente.


















Os que sobraram, regressaram ao ponto de partida. Uma gentil apaixonada por fotografia fez o boneco para recordação com a Capela das Almas em fundo.

















Foi uma correria até conseguir um estabelecimento aberto para descarga dos excedentes líquidos. Foi no Lua Nova porque todos os outros já estavam fechados.


















Diga-se de passagem que servem um bom café e bagaço. Cheiinhos ambos, tudo por 1€.. Mai'nada.

















Retornando, noite quase fechada, e a Lua saiu da Nova para Crescente.
E já está contada a história duma tarde mais ou menos Bandalha. Que por ser do Bando, vai por aqui mesmo quase toda explicada. Quase, claro, não se pode contar tudo.

Aproveito para explicar:
Não sejemos piegas e que se lixem as eleições, são frases do PM - Primeiro Ministro. PPC - Pedro Passos Coelho.
PP, Paulo Portas, o viajante dos aviões e submarinos mais conhecido pelo Paulinho das Feiras de peito ao leu e também como o Irrevogável.
PR o mesmo que Presidente da República, mais conhecido pelos seus gostos por Bolo-rei comido com a boca aberta, por Vaquinhas a comer nos Açores de boca fechada e por Cagarras das Ilhas Madeirenses. Alguém que não gosta de minudências.
AO - mais conhecido como Aborto Ortográfico.

Como agora é muito in - queresse dizer muito na moda - qualquer comentário de um qualquer comentador politico têm de conter uma frase ou muitas, porque ficam muito bem e ilustram os seus textos ou conversas e quantas mais, mais julgam que os admiramos, de alguém estrangeiro muito famoso seja um economista, psicólogo, historiador etc..
Por isso, à força de tanto ler (ouvir muito pouco ca té tenho medo), ganhei a sabedoria desses comentadores escritores-faladores para meter as frases mui sapientes do nosso famoso Primeiro Ministro.
Agora não digam que não expliquei.


                                                                    Um abraço
                                                                             jteix


sábado, 7 de fevereiro de 2015

P.157 - O Bando em Terras do Barroso - 20-01-2015 ......... nas Festas de S. Sebastião

Editorial
Porque o sítio do Bando é aqui e porque também merecemos e esteve em causa a Bandalheira, "roubei" do blogue "A Vida em Fotos", sem a devida autorização do dono, o nosso Secretário General Portojo e também "redactor chefe" do nosso blogue, "saquei" este post que espero ele não se importe, mas se se importar... olhe!... import/export. Com a autoridade que me é devida, autorizada por mim mesmo, determino e mando... já publiquei!
A Bem da Bandalheira
cumprim/jteix

Quatro dos oito a caminho!... dum dia bem passado.
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208 - O Couto de Dornelas e a Festa de S. Sebastião

O meu amigo e ex-camarada desde os tempos de Vendas Novas e já lá vão mais de 47 anos, o Barreto Pires, fez um convite ao Bando do Café Progresso - os amigos e ex-camaradas sabem a quem me refiro - na pessoa do Presidente Jorge Teixeira (Jotex para os amigos ) para uma visita à sua terra por altura das Festas de S. Sebastião.



Dornelas fica nas terras de Barroso, freguesia do Concelho de Boticas em Trás-os Montes.
Convite aceite e a rapaziada meteu carros e camionetas ao caminho. Uma grande parte do percurso desde a minha-nossa Cidade do Porto - e há duas alternativas - é feita por auto estradas e depois por estradas nacionais de muito boa qualidade.


O nevoeiro e a neve são presenças nesta altura do ano. E se nuvens escuras são sinónimo de frio, não assustam viandantes experimentados, tenham ou não assumido temperaturas de 40 e mais graus nos velhos tempos.

Vamo-nos aproximando do destino, Barroso cá estamos nós, mas ainda há tempo para umas fotos paisagisticas


Chegados e bem dispostos, (já tínhamos feito o mata-bicho na casa nova do Pires) vamos então conhecer Dornelas e a história da Festa de São Sebastião. Na foto, o Cruzeiro.


O Povo local gosta que lhe chamem Couto de Dornelas, criado em 1127 pelo nobre Ay Ayres que raptou da corte de D. Afonso Henriques (o nosso primeiro) uma dama e com ela veio viver para estas terras que, segundo a história era despovoada. Construiu residência e capela.


Torre posterior e Igreja matriz onde se realizou a Missa em honra de S. Sebastião
Foram chegando forasteiros para a povoar e logo que se acoutassem à capela não poderiam ser presos nem punidos pela justiça do rei. Começaram a cultivar os terrenos para o senhor.



 Pelourinho. Ao fundo a serra do Barroso e a neve.
Vamos descobrir a Festa de S. Sebastião presa a duas lendas.
Uma antiga de há muito, muitos anos... houve na região um ano de muita fome e peste. O Povo pediu a S. Sebastião que os protegesse. Em troca prometeram realizar  uma Festa onde não faltasse carne e pão a quem a ela comparecesse.


A Torre vista de trás e o Povo esperando à porta da Igreja o final da missa




A mesa do Santo que se estende pela Rua principal
Os anos passaram e o povo foi ficando esquecido do seu Santo e da Festa, mesmo que tenham havido anos de doença e fome. Até que chegaram as invasões napoleónicas, mais concretamente a segunda de 1809 com a sua fama de pilhagens, violações e mortes.
O povo voltou a acolher-se sob a protecção do Santo: Se os invasores não entrarem no Couto faremos todos os anos no dia 20 de Janeiro uma festa em tua honra onde não faltará comida a toda a gente que a ela vier...


 A mesa entendendo-se ao longo da rua principal.
Continuando a história da lenda, caiu um nevão tão grande que não permitiu aos invasores franceses descer ao Couto.
Diz o meu amigo Barreto Pires que os invasores transitavam em direcção ao Porto pela estrada romana Chaves-Braga que passa pela serra do Barroso e aqui bem perto.


 A carne era e ainda é cozinhada nos potes de ferro, na casa do Santo à volta de uma grande lareira.


Porque não consegui melhores fotos, recorri ao meu amigo Fernando Súcio.


O Povo cozinhando para o Povo


A bênção da comida 


Saída para a procissão 


O Santo saindo da sua casa


Espigueiro onde se guardam ou guardavam os cereais. Existem alguns ainda. 


Aguardando a distribuição da comida, o Povo faz a festa. 


Vem gente de muitas localidades para a Festa. A tradição ainda é o que era.



Vão-se comendo os merendeiros trazidos de casa enquanto se aguarda pela comida benzida.

Festa é Festa e há muita animação mesmo com imenso frio. 


Velho moinho de água. Um casal sénior aproveita para merendar. 
Nestes moinhos moíam-se os cereais para fazer o pão.


Uma parte do percurso onde a mesa está instalada. Digo eu que não medi que tem 500 metros. Há quem diga que são 1000 metros. Percorrêmo-la toda mas nem dei fé da sua extensão.
Não assistimos à distribuição da comida, iría demorar muito. Seguimos para a casa velha do Barreto Pires no lugar de Gestosa, que pertence à freguesia e onde fomos presenteados com uma bela refeição.



Começando por aperitivar com verdadeiros Rojões como são servidos na região, rojidos na sua banha,  juntamente com o pão tradicional.

Contou o meu amigo Barreto Pires que no tempo dele, da tradição fazia parte o doar das carnes, que eram de Porco como ainda hoje é. Quem oferecia o Peito, o Cachaço, a Barriga, enfim, cada parte do bicho, essa parte é a que vinha para a sua mesa onde partilhava com os seus convidados e amigos no dia da Festa.


Fazendo jus à tradição da Festa fomos presenteados com o melhor e mais completo cozido trasmontano que já apreciei.


Carnes e enchidos da região, criados e fabricados em "casa". Incluiu carne de boi barrosã e frango da "casa" .


Legumes da terra, mais o feijão vermelho, arroz e hortaliças. O vinho não era o dos mortos, porque essa tradição acabou.


No final do repasto, as senhoras que trabalharam - a esposa e a cunhada do Pires, ofereceram o pão que havíamos de trazer para a viagem. 


A partilha do pão pelo Barreto Pires e pela esposa D. Maria da Luz.

Assim é a tradição das gentes transmontanas, gente que muito considero desde há anos. Já não me admiro pela seu lhano e gentileza pois habituaram-me a elas.
Um abraço fraterno ao meu amigo que para além do mais me fez conhecer mais um pouco desta região e das suas tradições.

Acabou... quem gostou, gostou, quem não gostou... gostasse!...
j.teix