quinta-feira, 26 de abril de 2018

P.233 - 25 de Abril de 2018 - Dia da Liberdade e... .........não só ... Para o Bando também - II PARTE

Continuação... do episódio anterior.

A Viagem à Qta da Sra da Graça
 a ida e o regresso



Actualmente e felizmente, os Bandalhos em Bando já não voam. Enquanto Combatentes, tiveram sempre à sua frente essa hipótese.  Coisas das malditas guerras!...


Para se deslocarem em terra tem de viajar em diversos tipos de veículos.
Desta vez o meio utilizado para a viagem à Quinta da Senhora da Graça foi um autocarro de passageiros. De lux...



O Staff do Bando trabalhou muito... e bem. Em viagem não tiveram descanso. Os Bandalhos sabem que parar é péssimo.

Para vencer os cerca de 108 Kms e com diversos percursos sinuosos na região do Douro descansaram em Vila Real e no Miradouro de São Leonardo de Galafura. 
Em dia festivo a viagem foi boa e o dia bem passado.

As imagens:



VILA REAL



Estátua do Comandante Carvalho Araújo.

Nasceu em 18.Maio.1881, na Rua da Lada, no Porto.
Morreu, no mar em combate na defesa da Pátria, em 14.Outubro.1918.
A proteger o vapor de passageiros S. Miguel de ser afundado pelo submarino Alemão U-139



Casa onde nasceu Diogo Cão, navegador que descobriu a Costa Sudoeste africana, entre 1482 e 1486.  Foi o primeiro navegador português a utilizar um padrão de pedra no acto da marcação.


Em 11 de Novembro de 1925 a Câmara Municipal perpetuou numa lápide (na foto) o nome dos Mortos na Grande Guerra do Concelho.


Vista da fachada lateral da Sé ou Igreja de São Domingos
e transepto com rosácea.


Comemoração de 135º Aniversário do Comando da PSP de Vila Real.

Grupo Operacional Cinotécnico da UEP da PSP.

Antiga viatura ligeira Volkswagen Carocha de Patrulha.
Fujam... vem aí o "Creme Nivea"!...

25 ABRIL  -  Dia da Liberdade.


Chegada a Vila Real para uma pausa.

A desculpa de irem ao café é... fazer o seu xixizinho da ordem!...


GALAFURA
(no regresso)


O Zé em contemplação!...


São Leonardo da Galafura

À proa dum navio de penedos,
A navegar num doce mar de mosto,
Capitão no seu posto de comando, 
S. Leonardo vai sulcando
As ondas da eternidade, 
Sem pressa de chegar ao seu destino.
Ancorado e feliz no cais humano, 
É num antecipado desengano
Que ruma em direcção ao cais divino. 

Lá não terá vinhedos
Nem socalcos
Na menina dos olhos deslumbrados;
Doiros desaguados
Serão charcos de luz envelhecida;
Rasos, todos os montes
Deixarão prolongar os horizontes
Até onde se extinga a cor da vida

Por isso, é devagar que se aproxima
Da bem-aventurança.
É lentamente que o rabelo avança
Debaixo dos seus pés de marinheiro.
E cada hora a mais que gasta no caminho
É um sorvo a mais de cheiro
A terra e a rosmaninho!


Miguel Torga
1907-1995



Azulejo com o poema, afixado na parede da capela local 
dedicado ao culto de São Leonardo.













Escalada para o miradouro...

...e a chegada ao arraial.

Comparação... do material...

A minha é maior que a tua... a máquina claro, seus perversos.
Ou são os efeitos do ar puro da montanha?...
Ou a falta de oxigénio na moleirinha?... Ou...Ou...

Os Bandalhos já no regresso com o seu mulherio,
no miradouro de Galafura!...

Esplanada do Restaurante São Leonardo. Uma pausa no regresso.

O descanso do guerreiro, no sossego da... pausa com a menó...
Água Super Bock!... 
Ser Secretário Brigadeiro, dá trabalho.

O fotografo na preparação do equilíbrio... do seu material!..
Sob o olhar atento e critico dum grande fotógrafo Campeã(o).



...e o resultado foi este... Um barrete.. no Zé!...

Coça... coça... o piolhinho dos cabeça!...


E depois da festa há o regresso ao recesso do lar...

Aqui vai ele, Zé Ferreira,  o escritor vernáculo e contador de estórias.

Durante a viagem de regresso a boa disposição do Zé Ferreira e do Francisco Silva com as suas estórias animaram todos. Estórias a que não faltaram graciosos vernáculos... palavras portuguesas.
A pimenta foi parte da ementa.

Jornadas a repetir com a presença das nossas amantíssimas (nada de exageros) companheiras.

Até lá...

Fotos de:
António Tavares
Teixeira jteix
Zé Manel Cancela
Xico Silva


continua...

P.232 - 25 de Abril, Dia da Liberdade, da Sra da Graça ...... ...e da Quinta do Zé Manel - I Parte.


Para a Quinta da Sra da Graça, já...



A partida...


...e a chegada  

25 de Abril
Dia da Liberdade


Esta é a madrugada que eu esperava

O dia inicial inteiro e limpo

Onde emergimos da noite e do silêncio

E livres habitamos a substância do tempo



“O Nome das Coisas” 
Sophia de Mello Breyner Andresen
1919-2004




Os “Bandalhos” também são livres desde a madrugada de 25 de Abril de 1974. Anteriormente sofreram as peripécias próprias de uma Guerra de Guerrilha. No nosso caso no TO do CTIGuiné, nos anos de 1963 a 1974. Marcas profundas que foram repartidas com os nossos familiares mais próximos. Avós, Pais, Irmãos, Padrinhos, Namoradas, Esposas e Filhos só não estiveram connosco no terreno mas o nosso pensamento foi recíproco. Que ninguém tenha dúvidas!...

Os “piriquitos”, nome pelo qual são conhecidos os Combatentes do CTIGuiné, tiveram a excelente ideia de irem hoje, acompanhados pelas esposas, namoradas de ontem, visitar um outro casal. Ele foi também Combatente na Guiné. A sua Quinta Senhora da Graça no Douro Património da Humanidade recebeu principescamente O Bando. 


A foto-reportagem:




Fronteiras do Concelho de Santa Marta de Penaguião:

Vila Real a Norte e Leste;
Peso da Régua a Leste e Sul;
Baião a Sudeste e
Amarante a Oeste.





Quinta Senhora da Graça
Turismo Rural e Vinhos
São João de Lobrigos
Santa Marta de Penaguião

Latitude 41º10'54.49"N
Longitude 7º46'25.95"W




Ou... upa... a iniciar o calvário...


A ganhar coragem para a subida!...



              O Zé Ferreira isolado a servir de tampão... 
                                                                   ...para que ninguém fuja?                                
       

Cansados?... Não, só os dois lá atrás...


A Quinta e o esplendor da sua paisagem!









Ufa... finalmente!


O casal Guimarães...


...e o casal Xina, vindo expressamente do oriente médio, mais a sul.


Certificando que o Certificado é válido.




Devidamente autenticado pelos mais altos dignatários...
da Nação Bandalha!...

E a verificação, confirmação... pelo dignatário... da "coisa".



Entrega aos visados da Quinta da Sra da Graça, Luiza e Zé Manel.





Certificado

Certifica-se que o Bando dos ex-Combatentes da Guerra do Ultramar, abaixo mencionados, participaram num Almoço Convívio, realizado aqui, na Quinta Sra da Graça, acompanhados das respectivas mulheres ou companheiras, a quem lhes prestaram a devida Homenagem.



Distribuição dos Certificados... de alforria?...


A totalidade da Bandalheira presente, acompanhados (alguns) das respectivas con'sortes... de quem, deles ou delas?...




Foi necessário encher a piscina para algum mais... coisa e tal...


Os dois primeiros prá piscina e mais um em espera!...




O Vinho

Pedro Milanos 



A razão de um nome...
 Porquê Pedro Milanos?



O farrusco... "Scuba",  na paz ... do descanso!




Desespero

                    Não eram meus os olhos que te olharam
                    Nem este corpo exausto que despi
                    Nem os lábios sedentos que poisaram
                    No mais secreto do que existe em ti

                    Não eram meus os dedos que tocaram
                    Tua falsa beleza, em que não vi
                    Mais que os vícios que um dia me geraram
                    E me perseguem desde que nasci.

                    Não fui eu que te quis. E não sou eu
                    Que hoje te aspiro e embalo e gemo e canto,
                    Possesso desta raiva que me deu.

                    A grande solidão que de ti espero.
                    A voz com que te chamo é o desencanto
                    E o esperma que te dou, o desespero.

 "Liturgia do Sangue"
José Carlos Ary dos Santos
1937–1984

 Recitado por Eulália Oliveira



Douro meu, Douro nosso...

O mestre lhes chamou
montes pintados
a pintora os desenhou
como montes penteados
modos de dizer e ver
o Douro
rio região
com muito amor contados
e com arte retratados
Douro civilização
Douro património
à natureza arrancado
Douro por nós parido
vitória da humanidade
esforço heróico sofrido
de Galegos, Trasmontanos
Beirões e outros fulanos
em Durienses formados
terra de amor e suor
terra que vale a pena
e como dizia o Mestre
a nossa Pátria Pequena

                                                  josema





 Joaquim Gonçalves recorda a sua difícil vivência em Madina do Boé, 
no Teatro de Operações do Comando Territorial Independente da Guiné.









Luísa Valente e José Manuel Lopes



O fim da bandalheira e o santo sacrifício da saída... da Quinta.


Fotos:
António Tavares
Teixeira Jteix
José Manuel Cancela
Continua...