Após muitas actas escritas nas assembleias gerais extraordinárias, convocadas por email, telefone e msg., pelo presidente, pelo secretário e por quaisquer dos bichos-careta que compõe este Bando, tendo como temas únicos quando e como seria a nossa última reunião do ano, (tudo porque o dia 8 é feriado coincidindo com o dia normal da assembleia ordinária mensal na sede do Café Progresso), foi escolhido o dia de ontem, por sorte cheio de cor e água, determinando-se a comparência, excepcionalmente, no Restaurante do Gil, nos Melros do Choupal, ali em Cabanas, Fânzeres, Gondomar, terra do nosso ex-camarada Valentim.

O dia amanheceu lindo, prometendo muito vento e chuva. Nada que preocupasse o Bando, habituado que est(á)eve às intempéries equatoriais.

A rapaziada em farda de serviço a rigor foi chegando, destacando-se desde logo o bem-vestido Jorge Peixoto. Lindo no seu blue-tai de veludo e gravata a condizer. O Presidente mostrava-se preocupado pois as horas passavam e o Moreira Admor + o Santos não apareciam. E as barriguinhas a darem as ditas cujas. Note-se o fuminho que adornou a foto. Não sei se era da neblina ou de algum charro que andava por ali a espalhar o seu incenso.

Com as coisas já acomodadas no refeitório do Gil e após umas ligeiras entradas, revoltamo-nos com várias espécies gastronómicas de bacalhau - o peixinho de preferência do Bando - mais a pescadinha e arroz de gambas que os nossos neófitos companheiros Oliveira e Vilaça trataram de embrulhar.

O Peixoto, o Quintino e o Soares não sei porque esperavam para troglodir o bicho-peixe.

O
Fernando Biochene e o
Sr. Presidente JTEIX45 com os cumprimentos, lá deram a segunda volta embora parecendo com um certo sacrifício.

Como chefe de mesa, o nosso querido Presidente serve gentilmente o
Fernando Dias, o Moreira Admor e o Santos.

As fotos de galeria também têm direito a figurar. Aliás como sempre aconteceu desde que o Bando anda nestas confusões.

O Vilaça e o Oliveira II - por falar nisso, o I nunca mais apareceu. Sr. Presidente é preciso mandar-lhe uma boquita para saber o que se passa. - em grande pose.

O Quintino em vez de comer passa a vida na paródia.Por isso não sai dos 60 - Kg que não anos -. Esses já lá vão e há muito.

Uma geral, já tudo embrulhado depois do cabritinho que estava uma delícia. Pena o Oliveira e o Vilaça terem abandonado a reunião.

Parece que o pessoal já estava a ficar bom para ir à Madrinha. C'ólhinhos do Dias, c'a cores do Almeida e qi boa disposição do Santos

Porque havia os aninhos próximos cá do rapaz e do Biochene, o Gil gentilmente ofertou o bolinho da ordem. Mas as velas não se apagavam.

Como se pode constactar, o bolo continua parado e o Fita Azul já vai no ar. O respeitinho ao colesterol é muito lindo.

Como num jogo de futebol pela TV, é preciso repetir o visionamento dos lances para que nada falte para uma opinião perfeita. Neste não deixa dúvidas
nenhumas.

O nosso Sr. Presidente teve de resumir para a acta a reunião. Com muita pimba e circunstância. Por falar nisso, anda-se a esquivar à marcação de novas eleições. Será que julga que o cargo é permanente ?

E porque nem só de comidinha constou o rancho, informa-se os interessados que foram incluídos uns alentejanos tinto e branco e um verde branco Lixense (?) , de cor agradável, taninos puros, um certo
adestringimento ao paladar, que passou de razoável a muito bom logo ao terceiro copo. O Admor que o diga. Como fundo memorial, a seda pura transformada em gravata, pertença do nosso camarada Jorge Peixoto. Foto reservada do Fernando Almeida, mais conhecido por Biochene desde Abril de 1967.

Contràriamente a Apalache, a reunião acabou plena de concordância.

Na mesa da assinatura da acta, alguns bandalhos descansam da
trabalhera fazendo companhia ao
Sr. Presidente.

Ora é hora de partida, pois a viagem de regresso era longa e a noite já estava vindo.

Um dos
pinheiros do choupal, recortado numas résteas de azul e cinza.

Não sei porque artes nem de quem foi a ideia, mas uma viatura da excursão resvalou para a marginal a caminho da Ribeira. Uma paragem na Gustavo Eiffel para bater umas fotos. E não só...

Por baixo da Ponte do Infante, corria célere o Douro, espelhando nas suas águas as luzes das marginais. Ao longe, não um navio, mas a elegante Ponte Luíz I. Só mesmo um artista percebe que não se deve fazer xixi para o Rio. E logo ali o muro da escarpa das Fontaínhas tão perto.

Estacionada a viatura no Parque do Infante onde nunca tinha entrado e aquilo assusta. Acho que está por baixo do Rio Douro. E quanta arqueologia se deve ter ali descoberto aquando das escavações. Bom, mas isso não interessa nada para o caso, e depois de um pequeno passeio, lá fomos parar às Iscas. Numa foto, confirmamos o que o Sr. Presidente já sabia. Aquela coluna e o lampião desapareceram. Para as gentes daqueles lados, era como um marégrafo de cheias. Assunto a rever.

Para a posteridade, os
comilões-inhos enquadrados no ambiente. Destoa um pouco o Quintino, porque não é um Jorge como os outros. Mas é António e mainada

Na saída, uma olhadela para a Praça do Infante, que parece não ter a estátua. Será que o Infante D. Henrique terá ido jantar quando lá chegamos ? Pobres arquitectos paisagísticos ou lá o que serão, que não dão luz às nossas estátuas. Tal qual como a do D. Pedro na Praça, o Garrett no Município e sei lá quantas mais.
Bom, Bandalhos. Por hoje está tudo. Até sexta no Cifrão.
Nota: A quem nos lê e vê, podem mandar as boquitas da ordem. O Bando agradece. E Bandalhos são todos que por aqui pousam. E se não queres ser Bandalho, não vistas as penas.