quinta-feira, 14 de abril de 2016

185 - Dia do Regula

No dia dos Mártires Beijoqueiros, a Direcção-Presidência do Bando quase ficava entalada por confiar em incompetentes que já se julgam Bandalhos.
Esquecem-se que foi preciso frequentar uma escola velhinha de tradições cujo lema "nunca se sabe" é sinal de organização perfeita.
Penafiel é sinónimo de desgraças e de albardas.  Na reunião particular da Presidência, embora não hajam mais actas - sim, definitivamente é "actas" pois o nosso honolable plesidente como diria o chinesinho lim-pó-pó, anulou o que nunca existiu mas para o caso não interessa nada, isto é, o Aborto Ortográfico - ficou definido que para aqueles lados, nem mais uma viagem de comboio enquanto não se organizarem. Isto do Regula nem é bom nem é mau.

Se não fosse a discreta mas exímia e fulgurante administração do Secretariado, nem comboio havia a norte do Porto, tal qual a TAP.
Hoje é fácil dizer que os Albardences estão de parabéns. Lá porque meterem uma estação noutra estação, onde um perdido Zé Manel Vinhateiro procurava um António Carvalho como um leão procura a sua presa, todo enregelado e meio desorientado.
Depois não venham com conversas de papeis do panamá, por favor.
Tomamos a partir da Estação dos Comboios os Táxis que o Cancela Homem da Terra tinha encomendado e lá fomos atrás do Peixoto, o outro Homem da Terra que eufórico logo nos perdeu.
Valeu o Zé Catió que tinha na trazeiras da sua voiture todo o terreno umas tantas explosivas para disparar lá para o meio da tarde.

O pessoal estava com cara de cagaço, olhando as aventuras porque estavam a passar naquele território inóspito.
Pelo sim pelo não, o Campos tratou logo de mandar azimutes para a Chefe (ou será Chefa ?) do seu Estado Maior, não fosse o diabo tecê-las.
A rapaziada que andou perdida - uma coisa impensável e nunca vista - lá foi chegando com aquela cara de, como diz o outro "o que faço aqui ?"
O Cancela tentou sossegar ao estilo "sou o DDT" e mai'nada.
Todo o pessoal foi-se acomodando nas trincheiras respeitosamente com os pratos voltados para baixo à espera de ordens. Todo, não é bem verdade. Há sempre alguém sem respeito.
 Os azimutes vão sendo alterados minuto a minuto.
 Sossegadamente, com respeito e ordem, ataque-se com calma um inimigo todo ele também sossegado.

Uma ordem mal dada e é o desastre, o horror, a tragédia. A caneca era para estar de bico para cima e não para baixo.
Um ajuda rápida para resolver a situação de catástrofe.
A recolha à enfermaria é a solução para evitar estresses traumáticos. O paciente Admor pensou ter caído numa emboscada - mais uma e logo ao fim de tantos anos - e ficou prontinho a saltar p´ró lado. Embora a cor do tinto verde carrascão não faça tantas mazelas como outras  benditas cores, nunca é de mais precaver.
 Um brifingue rápido para resolver a bem a situação.
 Tudo calmo e sereno
 O pior já passou e o camarada Admor já está à volta do queijinho e da marmeladinha.
 Hora dos discursos pró chorinho do Tavares. Fala o Penafidelis Peixoto
 Hora dos aplausos em pé do Penafidelis Cancela.
 Sossega Peixoto, ninguém vai falar do Frade Morto. Deixemo-lo em paz.
 E os azimutes sempre a serem passados de minuto a minuto.
 Momentos da acalmia depois de tantas agitações

Os compadres de Penafiel foram de uma grande gentileza e ofertaram ao Presidente um magnífico bolo de comer e doce ainda por cima, com a foto registando a última tomada de posse vestido a rigor. 
Presidente que é Presidente está sempre preparado para todas as eventualidades. Recebendo a ajuda do Tavares (outro que se anda a fazer a qualquer taxo - ou será tacho ? ou panela ?), foi ao Saco Azul à procura de algo.
 Ora bem, não demorando, sacou de lá duas comendas medalhísticas com que distinguiu os Penafidelis Compadris Peixoto e Cancela.
Ó pa eles todos contentes. Mereceram pelos altos serviços prestados ao Bando. Mesmo com defeitos e areia nas engrenagens uma comenda Bandalha vale mais que dois golos do Benfica.
 Txim.txim e saúde a todos com o Seco Terra do Demo, como sempre uma lembrança do Zé Catió.
 O Mano Novo Carvalho parece não ser muito dos ajustes, sejam eles quais forem. Mas que se lixe.
Deve ser do azedo do espumoso. O Secretariado já apresentou a proposta para o Zé Ferreira começar fornecer só Doce. No máximo Meio-Doce.
 E foi a hora do Presidente matar o bolo.
Como diz o Bateira, nada como uma lerpazinha. Mas deveria estar um cheiro danado a carrascão tinto verde...
 Últimas tangas e vamos à vida


 Novos azimutes traçados


Regresso à Estação.
Registando-se as comidinhas da ordem como pratos de fundo:
 Bacalhau à Lagareiro
Vitela assada
Para a história registe-se a imagem dos 20 audazes presentes numa operação sem história.
No Regula, em Milhundos de Penafiel.

quinta-feira, 10 de março de 2016

184 - Dia do Sável

Finalmente chegou o Dia do Sável.
Vários caminhos nos levaram até à Aboínha e aos Vigários.
O tempo mau e as encruzilhadas, fizeram uns seguir em transporte próprio dando boleia a outros.
 O Presidente, dando o exemplo, seguiu em transporte público.
Chegada à Aboínha
O nosso querido e incomparável Fozense Tavares, sempre pronto a aviar umas fotos para as reportagens.
 O pessoal foi-se concentrado e andou por alí junto ao Douro a fazer horas.
Belas imagens de grandes reportagens.


O que é que o J. Encarnação terá encontrado  que lhe provocou tanta atenção ? O Fozense Tavares perdeu uma boa oportunidade para relançar a grande reportagem.


 Mas que cena é esta ? Que se "passarou" ?
Ahh !!! o motivo do apontamento das objectivas era o Secretário General.
Finalmente, o Peixoto Compadre juntou-se ao compadre e aos inscritos. Tudo pronto e siga-.se para o refeitório.
 Mesa pronto onde já repousa o célebre Saco Azul no lugar do Presidente.
Os entretimentos estomacais também já lá estavam.
 O Vigário-filho aproximou-se para nos tratar da saúde.
Todos ordeiros, menos os Compadres. O Peixoto está a dar uso às novas tecnologias. O Cancela sofre do mal da fome e sede enquanto atura o Fozense.
 As pomadas já chegaram e aguarda-se a entrada dos bichos fritos.
 Postas.
 Cabeças, milhares e rabos dos bichos, mais arroz malandrinho de Ortos. Ou será Hortos ?
Para os convalescentes, um naco de vitela grelhada ao sal e pimenta. Acompanhamento de Batata frita, ovo e queijo. Um ramo de alface humedecida com azeite e vinagre fez companhia.
No copo, um carrascão tinto verde da Lixa, (ou será de Amarante ?) devidamente arrefecido a 8 graus.
Tud o mundo sereno, enquanto o velho Vigário prepara nova rodada.
 A alegria do Presidente do Bando que já não o é.
 Sempre em todas, o Fozeiro quis ser o primeiro a candidatar-se ao pedaço.
Humildemente, o Secretário General distribui as taças para o champanhe que o Zé Ferreira faz questão de oferecer. Uns Crestumenses familiares do Zé, não ligam absolutamente ao que se passa nem respeitam quem trabalha. Os compadres só se riem...
 E aos Brindes...  bebeu-se à saúde
A Senhora Chefa, Dona Vigário veio saber se tudo estava bem.
 Lògicamente que estava tudo bem.
 E o senhor Dom Vigário também quis saber se estava tudo bem, mas parece que ouviu umas reclamações do nosso querido Presidente.
blablabla
 
Pede-se silêncio. É a Hora do Discurso do Presidente. 

 O Secretário General determina o protocolo.  

Disse o querido Presidente: Que era a hora de renunciar ao cargo e marcar eleições antecipadas para 29 de Fevereiro de 2017.
Agradeceu todos estes anos que teve o prazer embora com muito sacríficio em Presidir ao Bando sem oposição e contestação e deixa o saco azul cheiinho... cheiinho.
Aproveitou para apresentar a foto-arte que irá engrandecer a galeria dos Presidentes Bandalhos, paga pelos servos do povo a bem do Bando.
Posta a cópia do discurso na gaveta, seguiram-se mais uns brindes. Incluimos o Fernando Súcio e todos os que por qualquer motivo se não estão, estivessem. Palavras de Presidente
Num àparte pergunta-se porque não há fotos do outro lado da mesa, incluindo a do Senhor Presidente.
Ao balcão compartilhando as contas.
É a hora dos maiorais se perfilarem para que tudo termine em bem.
 Ao Fozense Tavares ninguém o segura. Ahhh!!!, homem danado.
 O célebre saco azul à espera que saia...ou melhor, que entre.
 O Secretário-General-Tesoureiro Peixoto prepara-se para arrumar a documentação.
E o nosso Presidente confere...
 E então está  na hora para nos pormos à vida, acompanhados de um sol mais ou menos lindinho.
Os atarefados de Crestuma, Paredes e de Penafiel já tinham marchado.
 Ficamos à espera do machimbombo que levaria os bandalhos-proletários até ao Porto.
O Presidente foi até ao Progresso. O Fozeiro acompanhou-o... Que se passará ? E o Admor também lá estava e o Saco Azul encontra-se aberto.
Acho que devemos exigir uma explicação confortável, se fax favor...

Está tudo a encaminhar-se para que os compadres de Penafiel organizem o mês de Abril que se não há erro será a 14.
Até lá, um bom mês.