Mostrar mensagens com a etiqueta Abreu. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Abreu. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

172 - Operação ao alto da Marroca

Registe-se na acta de 09.09.215 a Operação Ordinária defensiva às Tripas da D. Rosinha na Marroca, reduto altíssimo incluído no milenário burgo de Crestuma que o Bando periòdicamente liberta de influências constrangedoras de vizinhanças neo-viperinas.
A concentração das tropas normalmente sediadas na margem norte do Rio Douro estava marcada para o Parque das Camélias. 
Local de fácil acesso, mas até lá chegar os Operadores de Câmara das várias unidades combatentes aproveitaram para se assegurar que os caminhos continuam libertos de quaisquer influências estranhas. 
O senhor Presidente ordenou o registo de um local para futura confirmação de pacificação. A Messe de Oficiais, na Batalha. Praça que desde o tempo Mourisco é pacífica e onde as guarnições da Gazela e do Louro chegam para nas calmas aguentarem com qualquer possível acto de rebelião.
Registe-se na acta o local.
Local da concentração onde o Tosse-Tosse Campos, encoberto, confirma pelas novas tecnologias estar tudo a postos.
Início do embarque e por qualquer razão estranha e não identificada ainda, o custo de cada combatente custou 2,40€ e não os 1,70€ conforme a informação recebida na altura de programação da operação. E confirmada aquando do regresso. 
Registe-se em acta que deve ser apresentada uma reclamação aos serviços competentes da MGC Transportes.
O que já foi feito.
Registe-se em acta que tivemos um representante estrangeiro, alta patente nas terras de além Portugal Continental e que em tempos idos ajudou a pacificar territórios juntamente com os valorosos comedores de Tripas à Moda do Porto. O Choupal dos Melros, incluído. O Abreu não é um estranho mas um camaradão. 
Arriscando a travessia para a margem Sul do Douro
Chegada a Seixo Alvo, local onde as tropas sulistas e transmontanas se nos haveriam de juntar, segundo a organização do Zé Ferreira Catió.
Preparada uma amesentação pró-diabética-colosterolática-linfático na Confeitaria Barbosa.
O Vasquinho das Águas aproveita para contar umas histórias à sua moda ao senhor Barbosa e o Abreu deve estar a perguntar-se se precisa de tradutor para o compreender.
Fora do registo na acta ordena o Presidente. Mas manda incluir na dita, que depois de todos presentes, partimos à descoberta da Marroca.
Momentos altos na Marroca registados por vários operadores.
Um companheiro de velhas andanças entre Maio de 68 e Março de 69 posa juntamente com o senhor Presidente. É o Manel Engelha, também conhecido pelo Tramêlo que fez questão de nos acompanhar nesta jornada de pacificação.
Fora da acta, registe-se que este camarada tinha o "mau" hábito de encher o cantil do Zé Ferreira com pomada, que não sendo Água do Marão, andava lá perto.
São momentos únicos durante a operação ouvir as descrições guerreiras do Vasquinho das Águas.
Fora da acta, ordena o senhor Presidente, mas registe-se o apontamento da nova-velha técnica de apanha de camarões com as mãos. Era só meter os dedos na bolanha e eles vinham aos montes.
No alto da Marroca, um registo para a posteridade
Chegou a hora do mata-bicho no terraço com as esplêndidas imagens de Crestuma, Lever, Gondomar por fundo.
Não se vêm as pomadas mas elas vieram a seguir à Operação Fotos.
Loirinhas, Tintas, Brancas, foram um ver se te avias.
E à hora de recolher ao interior, registe-se em acta que o pessoal manteve-se sereno e respeitoso enquanto aguardava o bombardeamento das Tripas.
Em fundo, um foto de Crestuma antiga é digna de observação.
O camarada Moura, Crestumense de gema, cicerone e interlocutor junto do Bando, não faltou à chamada. 
Registe-se em acta, que à hora marcada, as provocantes Tripas à moda da D. Rosinha chegaram em perfeita ordem e foram recebidas com todo o respeito por todas as cremalheiras. 

Os finalmentes começaram com umas belas uvas casta Crastumia Tintas. Cheias, doces, sumarentas.
Do Marão chegou a tão sempre ansiada Água transportada na GMC-Merc do Fernando Súcio.
O Presidente pede para não registar em acta o discurso de apresentação da nova Água do Marão versão turva, uma grande especialidade que demorou mais de "não sei quê não sei que mais quanto tempo", segundo o Presidente, a aguentar nos Barris de Pólvora transmontanos e que o mundo espera ansioso para provar.  
E os finalmentes finalizaram com o famoso Bolo D. Rosinha. Interiormente concentra junto com a massa lêveda o sabor de várias especiarias, onde se destaca o acri-doce do chocolate apimentado, com recheio que as minudências hão-de registar como ultra avançadas na arte culinária da doçaria. Reveste-o uma espécie de cebolada para escabeche marinada em doçuras de leite-creme e o toque final, perfeito, de umas azeitonas sem caroço, onde o corte foi fechado com uma pincelada de açúcar mascavo, que aliás se nota perfeitamente na junção de todos os ingredientes.  
Embora não se registe em acta, mas regista-se o tratamento que o senhor Presidente dedicou a esta raridade Doce-gastronómica. Hábitos aprendidos em Lamego desde épocas cinzentas que nunca foram perdidos. Por isso anda sempre com reforços guardacionais nos seus dedinhos sensíveis.
Um dos melhores espumantes do mundo estão na garrafeira particular do Zé Catió. Terras do Demo devidamente servido por quem sabe do ofício.
O General-Mor escrivão tesoureiro J. Peixoto recebe os maiores brindes. 
Bota abaixo e mai'nada.
Momentos de arte no descanso do guerreiro
Momentos finais na Marroca



Momentos de grande significado político-cultural, inesperados e na presença do Senhor Presidente do Bando e do estrangeiro Abreu
Os representantes do Povo Crestumense e ao mesmo tempo Crastumiense, aproveitaram a oportunidade para homenagear o nosso Secretário-General pelo seu contributo turístico em prol da região, segundo eles.
Uma colheita particularíssima e reduzidíssima levará o nome do homenageado.
Um dos símbolos de Crastumia que se passeia nas grandes galas de moda foi também ofertada.
Em palavras embargadas pela emoção, o nosso Secretário General agradeceu a homenagem mas fez questão de lembrar que sem o Bando nada do que foi feito teria sido possível.
Registe-se em acta o acto, disse o senhor Presidente, com agradecimentos especiais aos camaradas Moura e Zé Catió. 
Registe-se na acta, um agradecimento especial à D. Rosinha e à sua filha, candidatando-as desde já para Bandalho (a) do ano. Com um pedido de desculpas por qualquer coisinha.
Ao Bandalho Moura, um agradecimento pela colaboração nesta operação de belo efeito. E ao Fernando, bla bla bla pela Água do Marão.

Segue-se em perfeita ordem, a retirada estratégica.
De regresso a Seixo-Alvo.
O Fernando Súcio já havia partido e sabemos que regressou bem
Uma imagem para recordar. O Organizador, o Presidente e o Estrangeiro.
Bom regresso à bela Ilha da Madeira, Abreu. Foi bom ter-te entre nós.
Regressando a Norte
Está tal qual o deixamos.
Operadores de serviço: Quim Silva, Casimiro Carvalho, Presidente J.Teix, Secretário General J.Portojo.
Até ao momento à redacção da acta não chegaram as reportagens do Fenando Súcio, do Tosse-Tosse Campos, do Zé Catió e de outros operadores.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

P.120 - Estamos bem, obrigado

Há pessoal que não acredita nesta coisa do Bando. Paciência, nada a fazer. Mas a coisa é mesmo assim, funciona. 
Conversa ao telefone: Vais ter com a malta? - Vou, mas ainda é cedo - Eu sei, ainda estou a lavar a cremalheira - Então quando acabares dá um toque e encontramo-nos nas bombas - Ok, mas levas o carro ? - Levo, assim é mais fácil para p'ra pôr os gajos a dormir - Ok té já .
30 minutos depois, dois bandalhos encontram-se, bla bla bla a minha vizinha, desculpa a demora, bla bla. - Ok, sempre problemas, mas está um calor do caraças. - Pois está e vim de casaco e tu todo fresquinho - Pois, esqueci-me do blusão - vamos buscá-lo, blabla - nem penses, vamos embora.

Praça das Flores: E Viva o FLU
Vamos espreitar a ver se o Bioxene tem aí o carro - Não tem, se calhar o gajo ainda está de baixa - Não sei, eu prometi irmos visitá-lo mas o car... do Peixoto foi para França e ou vamos todos ou não vai ninguém - Vamos ligar-lhe.
Trim trim trim: Olá Bioxene, já morreste ou ainda não - não carrr.. inda cá ando - e como estás - todo fuddd ...mas aguento- e como é, vens com a malta ? - Não, mas para o mês que vem já estou operacional. - Ok, se houver azar manda a mensagem para o Notícias - Ganda fdp.... fim da chamada.

O Quintas arruma o carro e sai-me uma lembrança: Ouve lá onde era a Quinta do Godim ? É já ali... Então vamos telefonar ao Peixoto para ir ter ca gente a Campanhã... Ok

Pelo caminho para a Quinta, uma das ilhas típicas da Cidade. 
Olá Peixoto, onde estás ? A chegar ao Bolhão - então continua e espera-nos em Campanhã - ok e o Presidente? Não te preocupes, está a ler as gordas do Notícias, depois passa para as pequenas e ainda vai dar para ler os anúncios pornográficos - Ok, até já.

Da Quinta do Godim, parece que só existe a casa, bem conservada, 
e que presumimos ser um infantário. 
Já que aqui estamos vamos ver a Escola Ramalho Ortigão. Estudando à noite fiz aqui (eu) dois anos de grandes celeumas. Já lá vão mais de 45 anos. Adiante
O Peixoto farto de esperar, lá estava à sombra de uma cabine telefónica em Campanhã. Eu e o Quintas pedimos desculpas pela demora, mas isto das viagens na nossa terra tem que se lhe diga. São os quintais, o Desportivo, a esquadra da Polícia, o Fernando Vareiro, o Doutor Maurício e a ruína dos edifícios da Rua de Pinto Bessa.

Parece impossível, mas eu lembrei-me que há uma linha que nos levava até ao Progresso. E o Peixoto, especialista nestas coisas de transportes, confirmou.
E o calor que apertava, deveriam estar 25º e o Quintino de casaco.
Eu apostava que o autocarro que estava a sair era o que nos interessava. Pareço bruxo mas era verdade.
Aguentamos p'ra aí uns 15 m e lá vem um novo 207. Alegria nos rostos, vamos a caminho do Progresso. E do nosso querido Presidente que deveria estar aflito pela nossa demora.
Saímos na Praça do Bombeiro, antiga Feira do Pão mas pedi um intervalo para nos reabastecermos. Precisava do meu charro para aguentar os 30 metros que nos separavam da sede. E quando lá chegamos, não é que o nosso Presidente estava na feliz e boa companhia do António Tavares ?

AH g'anda camarada Fozense, tiveste de ficar para a história Bandalha. Estes bandalhos são mesmo assim. Matarem a sede e depois a foto de apache (Apache?, não será da Praxe? para o caso não interessa nada). Eu com a minha loirinha, o Peixoto com a preta e o Quintino com o não sei quê. Bota e bira e siga em frente, pois o Presidente já tinha tomado o seu Saco.

Eram horas de dar ao dente, assim marcavam os relógios da Velha Senhora, pois os bandalhos não vivem de ar e vento. O Tavares despediu-se da rapaziada e foi à vida e nós, Bandalhos, fomos à nossa. Mas que deu uma grande confusão deu, porque o secretário técnico-administrativo-bandalho (eu, pois claro) resolveu que os comeres deveriam ser no Abreu.
Claro que o nosso querido Presidente tinha o numero telefónico do Abreu. Só que aquela coisa dava um tic-tic-tic estranho no telefone do Peixoto. Vê a lista, vamos à cabine telefonar, siga em frente e se o Abreu estiver de férias é só subir e vamos à Churrasqueira.
Lá vamos no 801 e tá, tudo joi, na Praça da Flores. Eu vou por aqui, tu vais por ali, e já vejo o Abreu aberto.

O Abreu no seu estilo habitual, não nos ligou nenhuma. Mandou uns carapaus para aperitivar que não tiverem direito a foto. Não me perguntem porquê. Mas as sardinhas e o arroz de feijão vermelho foram registados.
Mas o secretário técnico estava de dieta e quis um bife com sabor a alho e pimenta preta. O Abreu que não nos liga nada, pôs na mesa um bife de quási 30 centímetros.
Ora como as sardinhas tiveram um acompanhamento de Verde Branco de Celorico, o bife ficou para ali a arrefecer.
Mas aos poucos lá foram indo pescar o Celorico, quer dizer, o Bife ao Alho e Vinho do Abreu. O que sobrou, nem vos digo, nem vos conto...
Estavam uns 17 graus e o Quintino é o do casaco. O único que não bobeu. Muito... Ca noite Bandalha...
E houve mais, mas não cabe nesta história.