Era dia de Festa e como tal teria de ser em grande. Sete anos a encontrar ex-camaradas dispersos, mais quatro de reuniões conspiratórias.
Mas deixemos as pieguices para trás e vamos ao ataque. E quem está, está, e para quem não esteve um grande abraço de amizade e solidariedade.
Foi uma reunião quase sem acta, porque a preguiça é uma dádiva dos deuses. Por conseguinte passemos aos factos que de operações estamos cheios. De Glória Aleluia.
Primeiro facto (ou será fato ? mas de facto não se apresentou qualquer Bandalho de fato), é que a primeira concentração deveria ser nas Camionetas do Súcio. Embora o Secretário General tivesse chegado atrasado - mais atrasado foi ainda o Lobo - o facto cumpriu-se
Seguindo os factos, a segunda concentração deveria ser, como foi, no Metro da Avenida. Tudo nos conformes e lá seguimos em direcção (?) à Praça apoiando o Cancela enquanto outros apoiavam o Tavares que teve um pequeno desarranjo com a sua Cam.
Tudo resolvido e vamos em molho e seja o que for será.
O Ardina, o Feio, é digno de figurar nas nossas lembranças. E o Tavares começa dar o gosto ao dedo, vendo a sua menina recuperada.
Passar por S. Bento e não carregar senhas ou desdenhar de uma cavaqueira é como ir a Roma e não ver o Francisco.
Mas também é da Cultura do Bando olhar o que nos rodeia. E não cumprimentar o Egas seria desleixo.
Hora de atacar o Pinto, salvo seja, lá para os Polacos de Gaia.
As pedras das cercanias de S. Bento merecem ficar na recordação
Há Bandalhos que preferem o Metro outros a via dolorosa que é a Ponte Dom Luís debaixo de forte ventania.
Já não há cheia para se filmar mas vento para se sentir.
Tudo acaba em bem quando nos encontramos perante o terceiro facto que é o encontro no Morro de Gaia.
Momentos para bater umas chapas e guardar as recordações para a eternidade
E dar a conhecer ao mundo o Património da Humanidade.
Visita relâmpago às instalações das máquinas voadoras de Gaia. E subida até ao miradouro do Largo do Convento da Serra do Pilar.
O frio é frio mas as recordações guardam-se
Com a beleza da Cidade do Porto em fundo, não há frio que resista.
Os Claustros do antigo Mosteiro estão abertos para exposição por 50 cêntimos e o Bando não perde uma visita cultural.
É a hora do Presidente dar a primeira palestra do dia sobre as Histórias do Douro, embora o Bando as conheça como os seus dedos.
Ausentes os Bandalhos que foram ter ao Pinto.
Ataquemos, no bom sentido, a Casa Pinto. Infelizmente ninguém foi solidário com o Secretário General, que entre fazer a reportagem e anotar para a acta que não haverá se deixou ficar para trás e nem um segurança quis saber por onde andava.
Como estas reuniões são preparadas até ao ínfimo pormenor não há Bandalho que se preze em saber.
O importante é a comida porque quase todos sofrem do mesmo mal. FOME. E tem de estar pronta mal chegam porque se não berram como bébés a pedir mama.
Por isso e após o matar da sede (sêde e não séde, ok ?) do Secretário General, os Bandalhos foram obrigados a parar de moer e a olhar para a objectiva.
Um lote de Tripeiros.
Primeiro prato, Tripinhas, pois claro.
Segundo prato, Rojões ou não fosse o pedido do Presidente.
Atafulhados até chegar a hora dos intermezos.
E aqui depois da autoridade de silêncio imposta, começou a verdadeira Ordem dos Trabalhos.
O Exmº Senhor Presidente pediu a palavra e contra todas as expectativas, atribui-se a si próprio mais um ano de mandato tendo sido aclamado por unanimidade menos um. Ou dois. Mas para esses acabou o nariz torcido por um ano. Bem feito, toma, limpinho limpinho.
Depois de rememorar a História do Bando - valeu a pena ouvi-lo, aliás como sempre - foi o momento de homenagear o Zé Ferreira Catió pelos bons serviços prestados ao Bando. E não só, pois as homenagens são implícitas pela grandeza e anonimato das acções. Nada tem a ver com grãs cruzes e afins que a Presidência de Portugal distribui grátis por aí à balda.
Momento do acender as velas.
E do Presidente as apagar.
E aos brindes disse: Vivam os Bandalhos e mai'nada.
Seguiram-se os ecos e txim-txim.
Recordações para a posteridade
Txim-txins até acabarem as garrafas do Espumoso Terras do Demo que o Zé Ferreira, por tradição, faz questão de ofertar ao Bando.
Tivemos a feliz companhia, aos Brindes, do grande Bateira, que após 16 horas de serviço fez questão de nos acompanhar.
O Miúdo da Foz esteve irresistível. Força Fozeiro Tavares. Por muitos anos.
Horas de contas, que não final de actos. O Tesoureiro-Secretário General foi chamado para a perigosa operação.
Tudo em perfeita ordem e o saco-azul encheu mais um poucochinho.
Antes da debandada. o Senhor Presidente já na posse dos novos deveres, exortou à camaradagem e que cada Bandalho tivesse a coragem de organizar um reunião, seja ou não, no dia do Bando.
Já há dois voluntários: O Ricardo Figueiredo e o Cancela. Contactado o Medas Novo, mandou-nos para Rio Tinto.
Reuniões no contexto já programadas: O Sável no Vigário, a cargo do Secretariado da Presidência, em Abril. E o 10 de Junho com os Combatentes de Crestuma, em reunião extraordinária.
Aceitam-se mais inscrições de voluntários.
Então sim, seguiu-se a debandada.
Mas teríamos que acabar na séde.
A fotinha de grupo não podia escapar.
Parabéns à Lello que fez 110 anos. Estava programada uma visita mas com tantas bichas fica para outro aniversário.
Deixamos um abraço ao Camilo e a uma das suas senhoras.
E cumprimentamos a Velha Senhora que nunca é esquecida.
Nova visita a programar.
E foi assim mais uma reunião Bandalha.