sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

P.26 - Como é o Bando fora de serviço

Nem só de comesainas e tintol vive o Bando. Fora das horas do expediente, passeia, respira ar puro, desentorpece as pernas e areja a cabeça . Os camaradas Moreira e Eduardo dão bem o exemplo de como se convive fora dos ambientes onde cheira a grelhados e a cerveja.
Mas o Eduardo tem o cuidado de exemplificar ao Moreira como se faz a respiração depois de um exercício a penantes. É que o Moreira só sabe correr para cima e para baixo e embora também entendido em "pénis" de mesa, que nos descreve na perfeição (quando estamos para o aturar) como se devem bater umas bolas e fazer umas defesas, não entende nada de respiração. Embora reciclado para enfermeiro operacional, nos bons velhos tempos, coisa que, parece, jamais exerceu como deveria ter sido, nunca se preocupou com a respiração, incluindo a de boca a boca. Até aos dias de hoje pelo menos.


P.25 - Mensagem do Admor - Adriano Moreira


APRESENTA-SE O SOLDADO RECRUTA DO C.S.M. EM 12 DE SETEMBRO DE 1966 NA E.P.C. EM SANTARÉM ADRIANO MOREIRA.
QUEM É QUE LHE PERGUNTOU O NOME? VOCÊ AQUI É UM NÚMERO!
EM 3 DE JANEIRO DE 1967 FUI PARA LISBOA PARA O B.S.C.F. EM CAMPO DE OURIQUE COMO PENSIONISTA (DORMIR E COMER) PARA TIRAR O CURSO DE ENFERMAGEM NA E.S.S.M. ONDE ESTIVE ATÉ MAIO PARA FAZER TAMBÉM O PRÉ ESTÁGIO NO HOSPITAL MILITAR PRINCIPAL.
DEPOIS REGRESSEI AO VELHO BURGO DO PORTO INGRESSANDO NO H.M.R.1 ONDE ESTIVE ATÉ JUNHO DE 1968, ALTURA EM QUE FUI PARA O R.A.P. 2 INTEGRAR A C.A.R.T. 2412 COM DESTINO À GUINÉ.
EMBARQUEI EM 11 DE AGOSTO NO UÍGE E LÁ DESAGUEI NA FOZ DO GEBA COM AS TROIXAS ÀS COSTAS PARA UM BATELÃO QUE ME PÔS EM TERRA FIRME DE BISSAU.
APÓS TUDO ISTO E AS PRAXES MILITARES, SEGUIMOS PARA BRÁ ONDE FICAMOS INSTALADOS NO DEPÓSITO DE ADIDOS ATÉ 30 DE AGOSTO. NO DIA SEGUINTE FOMOS DE L.D.G. ATÉ GANTURÉ ONDE SAÍMOS E DIRIGIMO-NOS PARA BIGENE ONDE FICAMOS ATÉ 14 DE OUTUBRO A FAZER O TREINO OPERACIONAL, SOB O COMANDO DO C.O.P.3 DO MAJOR CORREIA DE CAMPOS E COM A CART. 1745. NO DIA 15 CHEGAMOS A BINTA PARA RENDER A CART. 1648, TENDO SEGUIDO QUASE DE IMEDIATO O 2º PEL. DA NOSSA COMPANHIA PARA GUIDAGE A FIM DE SUBSTITUÍR O PEL. DA 1648 QUE ESTAVA LÁ COLOCADO. NO DIA 17 SEGUIU O 1º PEL. MAIS O COMANDO DA COMPANHIA PARA GUIDAGE POR ESTE DESTACAMENTO TER SIDO CONSIDERADO MAIS IMPORTANTE DO QUE BINTA EM TERMOS OPERACIONAIS.ASSIM A PARTIR DESTA ALTURA UM PEQUENO DESTACAMENTO QUE VIVIA COM A POPULAÇÃO DENTRO DO ARAME FARPADO FICOU A REBENTAR PELAS COSTURAS COM 3 PELOTÕES DE BRANCOS E UM DE NATURAIS DA C.CAÇ.3 QUE NOS APOIU SEMPRE ENQUANTO LÁ ESTIVEMOS.
EM 9 DE MARÇO DE 1969 FOMOS OUTRA VEZ CACHEU ABAIXO EM DIRECÇÃO A GANTURÉ PARA TROCARMOS COM A C.CAÇ.3 DE BARRO E ONDE FICAMOS ATÉ FINAIS DE ABRIL DE 1970. REGRESSAMOS A BISSAU ONDE EMBARCAMOS NO CARVALHO ARAÚJO EM 5 DE MAIO , AINDA PASSAMOS PELA ILHA DE S. VICENTE EM CABO VERDE TENDO APORTADO EM LISBOA A 14 DO MESMO MÊS. JÁ NESSA ALTURA O BARCO FEZ O PERCURSO A CAMBAR PARA A ESQUERDA. NÃO SEI SE ERA DEFEITO OU PREMONIÇÃO.
UM GRANDE ABRAÇO PARA TODOS.
ADMOR - ADRIANO MOREIRA



domingo, 24 de janeiro de 2010

P.24 - Fotos insólitas

Neste espaço cabe de tudo. É só mandarem para cá ou para os Bandalhos as vossas sugestões, comentários, diatribes e fotos, que estamos cá para tudo.
A semana foi um pouco dura e fez-me esquecer uma bela imagem do camarada Carmelita que teve a gentileza de nos ofertar e que aqui se reproduz, embora atrazada Paparrazi - agora é moda - só como il faut, M.Carmelita deixa a sua marca no nosso espaço o que muito nos honra.
O seu escrito de acompanhamento foi este:
Amigo Portojo
Eu já sabia que tinhas um coração muito grande
um "H" também muito grande.
Não sabia é que tinhas uns braços tão grandes.
Mas em certas ocasiões é bem preciso como neste caso
Um abraço do amigo
Manel Carmelita

P.23 - Das Caldas à Guiné - Recordações do passado

Com a ajuda do Manel Carmelita que digitalizou as fotos, aqui ficam recordações de malta dos nossos cursos. Para vocês, Bandalhos e visitantes, descobrirem quem é quem. Caldas da Rainha. Como o "rancho" era tão mau, como se devem lembrar, a rapaziada levava de casa, no regresso do fim de semana, petiscos que a família preparava e que normalmente chegavam até quarta/quinta-feira. O pão (que era muito bom) era aproveitado do pequeno almoço. Ninguém comia o meio casqueiro e portanto durava até à noite. Por vezes o pão faltava, então tirávamos à sorte quem deveria ir ao jantar só para trazer o pão para todos. Os sargentos das companhias e vague-mestres é que devem ter enriquecido à ganância. Poucos de nós jantaríamos. As dispensas eram aceites durante a formatura da tarde e logo sabiam que quantidade de refeições eram precisas. Mas de certeza que não entravam as dispensas na unidade. Só no "rancho". Logo, era tudo a dividir, pois então.
Dos grupinhos que se juntavam e partilhavam os petiscos vindos de casa, aqui está um. Quem se lembra deles ?
No Niassa mareando até à Guiné, estou na companhia do Albino Neiva de Oliveira. Não me lembro dele nas Caldas, mas foi do nosso curso em Vendas Novas. Ficou por Lisboa ou arredores e encontramo-nos em Tomar para o IAO quando formamos o pelotão de canhões.

Com o Mendes da Artilharia dos Pesados pummmmm. Foi de Santarém para Vendas Novas, depois creio que para a Serra, mas não afirmo. Encontramo-nos em Catió em Outubro/Novembro de 1968, vindo ele de Meje, Guilieje, Gandambel ou Gadamael, etc. Trazia um tirocínio de 5 meses invejável passados a sul. Estivemos juntos até Março de 69. Nessa altura vim de férias e ele partiu para "comandar" a BAC. Encontramo-nos em Bissau algumas vezes e contava-me estórias lindas, algumas com o Spínola a bordo dos Helis. Depois só o voltei a ver nos idos de 1975. Até hoje.
Com o Oliveira e o Pina, também ele do nosso tempo em Vendas Novas, mas de campanha, tal qual o Mendes, que o foi render a Catió. Pina era sobrenome, mas que daria bem como apelido pois era um "rufião" do Alto de Pina. Perdi-lhe o rasto. A foto foi feita na casa do Administrador de Posto ou lá como se chamava.
Por agora é tudo. Amandem-lhes que o tempo está de feição



sábado, 23 de janeiro de 2010

P.22 - As deambulações do Bando em 22.01.2010

O tempo estava "morninho", o que motivou atrasos e desencontros na reunião do Bando. Menos do que é costume e o Cifrão estava a ficar frio. Há que ir de abalada procurar novos poisos, sendo quási obrigatória a passagem pela Rodrigues de Freitas - agora com o seu arvoredo totalmente despido - e olhar os NUS da entrada das Belas Artes. Na paragem em S. Lázaro para gastar uns euros num palpite do Euromilhões, aparece mais um bandalho extraviado, que seguia apressado em sentido contrário. Inversão de voo e siga para o Guedes, hoje poiso mais quente.
Num abrigo bem escondido, debicamos uma perna de porco, bem fatiada, um presunto perfeitamente curado e um queijo da serra (da Estrela) amanteigado, iguaria única no mundo. Já não deu para mostrar um outro queijo curado, esse de Castelo Branco. Tudo acompanhado com um tinto beirão, leve, escurinho, mas de bom paladar. Para os esquisitos do Moreira e do Quintino, saiu um verde branco adamado, borbulhento de óptimo aspecto e parece que também de gosto. Broa de milho e Pão de Mistura para complemento. Finais de café e bagaço, pois claro.

A rapaziada ficou bem disposta e mais quentinha, para acautelar do ar da noite.
Uma última visão à montra, fazendo pontaria para novos voos rasantes.
Depois a confusão habitual para a foto da praxe. O chato do Jteix45 queria o Coliseu em fundo. Depois protestam que falta o tripé. Bando complicado este. Só faltavam o Serrão e o Bioxene para complicar mais a cena.
Tudo em bom e em bem, lá seguimos pela Rua da Alegria para o Jteix45 ficar mais próximo de casa... Depois no Bolhão a despedida final.
Com aquele abraço e muito calor, na noite fria.
Nota: O Guedes que não é Guedes, mas o Bando trata assim aquele ninho. O António (ou será Manel ?) e o César não se chateiam...




sábado, 16 de janeiro de 2010

P.21 - 13.01. 2010 - Dia de Temporal

Pois esteve mesmo um dia de temporal na data da nossa primeira reunião formal no Progresso. Eu e o Peixoto corremos empurrados a vendaval entre a Tabanca de Matosinhos e o Café. Não aceitamos boleias, (David, Carvalho, Zé Manel, Barbosa) pois quisemos recordar como era andar à chuva e ao vento nos bons (péssimos) velhos tempos. Só faltou sentirmos a bolanha a fugir debaixo dos pés e aquelas majestosas trovoadas. Correndo até ao metro e depois até ao 305, para nos deixar à porta do nosso local de encontro mensal, porque não dava mesmo para andar a pé.
Já lá estava pessoal, a que se juntou à posteriori o Bioxene. Houve faltas, devidamente registadas, mas a do Quintino é a única a ressalvar, pois estava doidoi, tadinho. Aquela sinusite que lhe deu a passagem aos auxiliares agora está a deixá-lo a pedir ajuda. Mas está melhor, eu sei.
Para a posteridade, depois da mesa de reuniões ter sido devidamente limpa e desinfectada, fez-se a foto da praxe, que poderá ser aproveitada para um anúncio publicitário de oftalmologia. Que cheguem as propostas. Penso eu de que...
Mas foi preciso marchar - melhor seria dizer, embarcar, tanta a chuva diluviana que caía - para o Abreu. Reduzido o Bando mas nem por isso a sua vontade de cumprimentar o amigo, que nos ofertou (é um termo cabalístico, porque pagamos não só a simpatia, a disposição em nos aturar até desohoras, como os miminhos) umas mini-isquinhas de bacalhau bem crocantes (esta nossa conservadora língua e paladar nortenhos que não quer saber de pataniscas, porque serão sempre iscas), uma alheira mirandesa grelhada au point, uns bifes de lombo en su sangre embrulhado em queijo derretido e servido em pão tostado, uns rojões de porco com umas tripinhas enfarinhadas, retirados do seu pingue de conserva, que se desfaziam na boca - exigência minha e do JTeixe45 por causa das cremalheiras - . Depois o pessoal abusou dumas cenas de que já nem me lembro, mas acho que era um bolo que se derretia na boca - ou seriam dois bolos ? - mas depois sim, lembro do queijo da serra, num naquinho de broa, que nem há palavras para definir o prazer de o ter degostado. Claro que nos durantes, por imposição, seguiu goela abaixo um verde da Lixa muito razoável. Com o queijinho da serra, indispensável um tinto, que aqueceu o pessoal que vinha de uma árdua tarefa de despistagem. Para complemento e sossego, cafés e Bagaço do Patrão.
Para que conste, a foto demonstra que o restante Bando estava operacional para novas investidas sobre qualquer território que lhe seja determinado. O Patrão Abreu confirma. Embora tivesse dificuldade em focar a camera. Mas para quem não andou nas Bolanhas até que aguenta com uma certa pedalada.
Nota: Lá atraz, uma TV transmitia um jogo de pólo aquático jogado com os pés e cabeças, em Guimarães.
Outra Nota: Por precaução, visto ter cortado o cabelo e o meu chefe da tesoura ter abusado na profundidade do corte e porque o temporal continuava, não assinei o ponto no Cifrão. Não sei se a falta me vai ser relevada. Mas paciência.