segunda-feira, 25 de novembro de 2013

P.123 - Excepção que faz a regra

Presidente,
Que sempre chegues ao churrasco
Que as sardinhas não te faltem
Que as tripas não te enfartem
Que o Bacalhau seja de palmo
Que os docinhos te consolem
Que as pomadas sejam à medida
Que a Torre nunca fique torcida.


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

P.122 - 13.Nov.2013 - O Bando em dia de A. G. O. recebe visitas de alto gabarito

Um Bando Anormal (depois explicam-se os porquês pois ficaram registados em Acta - ou será Ata ?) reuniu conforme mandam os estatutos -redigidos pelo Presidente Teixeira, sublinhe-se mais uma vez- na sua sede no Café Progresso a partir das 16 h.
Como o secretário técnico e futuro candidato a candidato à Presidencia Bandalha foi o último a chegar, e já passava muito da hora marcada para o começo da reunião diga-se de passagem, a dita só se iniciou a partir desse momento.
Mas só após o mata-bicho com a loirinha e as torradas da ordem.
Colocada a Ordem dos Trabalhos em Ordem, o Presidente deu voz ao Quintino Monteiro. O orador começou por colocar a Visita do Bando ao Museu do FêCêPê, assunto que não foi votado mas deixando a oportunidade para o regresso do Fernando Súcio. A quem desejamos umas belas e felizes férias.  
O tema seguinte foi apresentado pelo Presidente, para perguntar se faltava muito para acabar a Reunião. Muito bem exposto, mereceu a atenção especial do Silva Ferreira, mais conhecido pelo Zé de Catió, novato nestas coisas abandalhadas, e a audição concentrada do Moreira, mais conhecido por Admor. 
Também abandalhado terá ficado o Mano Velho Carvalho, depois das palavras elogiosas que lhe foram dirigidas pelo 2º secretário Peixoto. 
Registado na tal acta ou ata, os votos que desejamos a este querido amigo e camarada do rápido restabelecimento do seu mano. E enviamos através dele um abraço de saudade ao Mano António, agora liberto do regulado de Medas. 
O ponto a seguir foi a marcação do Tacho do dia simbólico de Natal. Muita discussão em que todos os presentes botaram faladura. Antes disso e para não passar ao esquecimento, a foto dos Bandalhos presentes na Assembleia.
Prosseguindo, ficou registado em Acta (ou será Ata ? ninguém é capaz de explicar ao secretário técnico como se escreve para evitar possíveis erros ?) a discussão de duas hipóteses e as suas razões:
1. a) Porque a vida está cara; b) Porque há Bandalhos com imensos compromissos almoçarais e jantarais no mês que se avizinha e por conseguinte, a falta de datas disponíveis; c) Por um convívio alargado a outros ex-camaradas; d) Enfardar por 20 Paus. e) Não haver mais preocupações com escolhas de Restaurantes, Menus e essas cenas que dão um trabalho logístico que só o Presidente e o Secretário-Técnico sabem.
1.1 Assim, a escolha recaíria em Almoço no Restaurante Choupal dos Melros - sede da Tabanca dos Melros, em Fânzeres e que o Bando já conhece bem - no dia 14 de Dezembro.
2. a) Porque o próximo dia da Reunião do Bando é a 11 de Dezembro alvitrou-se outra hipótese: b) Almoço nesse dia; c) ou Jantar idem, na medida que coincide com a Reunião Ordinária do mês de Dezembro. Ai não abdicamos - antes ou depois - da nossa sede.
3. Nos termos discutidos e aprovados e exarados nesta Ata (ou será Acta), o Senhor Presidente Teixeira fica responsável pela logística.
Portanto, através deste comunicado, estão os Bandalhos e Abandalhos convidados a dar a sua opinião. Os meios para a dar são por demais conhecidos.
Artilheiros e não só, força no objectivo. Pum
Seguiu-se o final da reunião com o chegar à frente, cada um paga o seu e ala para novos rumos
Um dos poisos habituais de fim de dia para relaxar das reuniões atribuladas como são todas as do Bando, é a Churrasqueira as Antas. O Zé Catió queria peixe por causa de qualquer coisa a que faz bem. Acabamos por não entender mas também não interessa. Peixe só Bacalhau mas isso só lá mais para a frente. Agora vai - foi - o queijinho e as azeitonas.
O Peixoto queria Frango. Mas um inteiro só para ele. Prontos, concorda-se, vem um frango como é habitual para aperitivar e ós pois vê-se. Depois outro e outro. O Peixe dito Bacalhau esquece-se. O Peixoto nunca mais acabava de comer frango. Garrafas de Verde branco começaram a furar, as loirinhas boa companhia até ao fim.
Saem as fotos da praxe e aí começa a confusão. Não é que a nova máquina do Bando regista o local rigoroso onde estamos ? Mas se ela não está programada, e bem pode dizer o camarada camareiro que é do roter que está no edifício, eu não me convenço. Escrito na pantalla está Churrasqueira das Antas. Como adivinhou a máquina, será que é bruxa...?????

O Presidente com a sua sabedoria diz que é a mesma coisa como ir procurar ao Google e lá está tudo. Ó Presidente, digo eu, será que o Verde estava bom ? Ou a Mona já está quente ? No Google pesquiso e leio o que lá colocam. Na máquina não coloquei nada e não pesquisei nada. Apareceu e pronto.Imaginem abrir o vosso PC e aparecer uma gaja muita boa tipo daquelas que os Gatos Fedorentos falavam...
A coisa prolongou-se após os palitos, as tortas e os molotoves, os cafés e os uisquies. Para o Peixoto era o seu dia dos desejos. Só do velho e mai'nada. E fomos postos na rua.
Junto ao Ecoponto da casa da ministra das Finanças de Fernão Magalhães,  a coisa aquece mais, apesar do frio da noite. Não sentimos os 8 graus, porque 12 tinha o Vinho e uns 40 os uisquies. Mas se aparece numa máquina não programada a casa onde estivemos, imaginem o que fazem os espiões Russos, Americanos, Chineses e por esse mundo fora. Saudades da PIDE, porque pelo menos a esses conhecíamos as trombas. (Digo eu e não foi registado em acta).
O Zé manda-nos dar uma grande volta e pergunta como vai para casa. A única mente sólida é a minha que contrariamente à opinião geral lhe digo para seguir em frente, encontra o Dragão que o levará nas asas até à entrada da auto-estrada, que é já ali.
Ele concorda porque a carrinha já conhece esse caminho, sem perigo de minas na picada.
Ó Zé, já chegaste ? Manda um aerograma pelo próximo correio.
O Dia do Bando terminou mas antes, ainda registamos com prazer que a nossa sede Café Progresso foi referido no Canal da História do Porto Canal do dia 12. Bem assim como a Confeitaria Primar do tempo da família do nosso Presidente e onde ele foi grande colaborador e impulsionador do bem estar e receber daquela casa. Era frequentada pelas universitárias prá-frentex dos anos 60 e muitos. Do século passado, claro. E quantos corações derreteu o galã, naquela época, só a história saberá.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

P.121 - O Bando foi à Tabanca do Centro

Uma Proposta do bandalho Súcio durante a última Tabanca dos Melros, aceite por unanimidade, obrigou ontem o Bando a madrugar para atravessar a Ponte e as várias Fronteiras que por estradas desconhecidas nos levariam ao Centro de Monte Real. Desarmados.
Na cercania do Hospital de S. João, mais concretamente junto a uma das desactivadas estações terminais dos Transportes Colectivos do Porto, - aqui não se inclui a da Quinta do Ambrósio, em Gondomar, porque, embora tenha valido milhões (ganhos) a alguma, pouca, gente e muitos custos aos contribuintes (pobre Povo) até dar com um pau, mas isso não interessa para nada ao grupo guerrilheiro chamado Governo e a outros chamados Tribunais e ainda muito menos à Administração dos STCP, foi o terreno desactivado de minas e fornilhos, mas continua inútil.- ficamos a aguardar o Fernando Súcio, que segundo as últimas informações já tinha atravessado o Marão.
Enquanto esperávamos, passavam ambulâncias a caminho do Hospital, roncando as suas sirenes na estreita estrada chamada da Circunvalação interior. Carros a desviarem-se para cima dos rails outros para cima de nós, deixando um corredor de passagem.
Diz o Peixoto e muito bem, se há uma faixa central enorme a dividir as duas vias - As interiores e exteriores da Circunvalação, porque não criar por aí o caminho das ambulâncias ?
Fica o apelo à Câmara (ou Câmaras ?), às nóveis Freguesias, às Estradas de Portugal. Quem for o dono do espaço que se amanhe. Não durmam sem serviço.  
E o Súcio chegou mais o seu belo carrinho e aí metemos as rodas ao caminho.
Embora rezando, atravessamos a Ponte do Freixo. Não com medo dela cair, mas como íamos para a terra de lagartos e lampiões toda a ajuda é boa.
O grande artista de interiores (claro, o querido Presidente) fazia as suas grandes reportagens.Reparem, queridos camaradas, amigas e amigos, simples leitores, no espelho retrovisor.
Em Pombal, após o cafézinho de um euro e tal - o tal é porque não me lembro se foi 10 ou 20 cêntimos. Como gamam estes concessionários monopolistas - merece uma foto para recordação.  
Depois de volteadas as 36 rotundas entre a saída da A1 e até encontrarmos Monte Real, incluindo as dos caminhos secundários - meu Deus, como se rouba neste País em obras público-camarárias - qualquer coisa como uns 30 Km. chegamos ao ponto de encontro. O velho Café Central, como nas histórias de antigamente.
Lá estavam velhos camaradas, uns já conhecidos, como o Sardinha, o Vasco da Gama, - recauchutado de fresco, limpinho - a Gisela, o Miguel aviador (o da aventura do Neca Quelhas).
Outros que nos conheciam só de nome, e que nome segundo exclamavam em voz sussurrada, não acontecesse o Bando começar a distribuir uns Dragões a torto e a direito.
A barriguinha de segurar violas e cavaquinhos do David, sempre em grande forma; O Lobo huuuuuuuu distribui convites e lá estaremos.  
Ora pois, já tinha chegado o Zé Ferreira, todo desarmado para ninguém pensar que eram reforços bandalhos.
Estes Centristas não têm horas. Como estão ao pé da porta, julgam que quem faz 300 e 200 km ou mais, não precisa de comer. Mas enfim, lá se mexeram calçada abaixo.
Afinal, a lateirice acaba por acontecer. Igual em todos os lados. Eram quási duas horas. Íamos morrendo. Dasse...
Um cozido farto deveria acabar com as barrigas mais encolhidas. Nas travessas, saborosas couves brancas, batatas, nabos e cenouras cozidas com as carnes. Chouriços, morcelas de arroz, farinheiras, enfim, juntos e juntas com orelheira, toucinho gordo, mafioso para o colesterol mas uma delícia na boca. E mais uns chispes e pezinhos do bicho Tó, ou não estivessemos na terra dele; Mas a carne de vaca (ou de boi que para o caso tanto faz ) era racionada, distribuída à priori. Cada naco era mais uma refeição, a gordura daria uma geleia gloriosa, melhorando o paladar desse bicho ou bicha nobre que não deve ter passado mal em manjedoura especial.
Excelente será pouco, mas por agora serve.
Depois há sempre as velhas conversetas. Uns lagartos quiseram meter umas bocas mas foram condicionados. Um lampião da extrema direita baixa, mostrou a radiografia sobre o que lhe fizeram, algures, em qualquer centro Dragoniano. Coisa miserável.
Términus e uma foto de um bandalho anónimo.
Lopes e Lopes deseja-nos boa viagem. Obrigado camarada. E se encontrares caminhos para Norte, já sabes, estamos cá.
Também como nos contos antigos, talvez do Eça e das suas comidas caseiras, a Pensão Montanha merece visitas. Amabilidade; bom e completo e farto cozido; pomada razoável, saborosas sobremesas. O café e o bagaço não são lá grande coisa, mas o Súcio foi prevenido e matamos o bicho a muita gente boa... Camarada é isso mesmo.
Uma foto perdida, mostra o secretário técnico Bandalho - eu, je, mois, - a distribuir a tal pomada que o Súcio generosamente transportou estilo candonga, enquanto o Presidente Mexia Centrista botava faladura. Parece que os Presidentes, eles os hão em todo o lado e até na República, se esquecem que ninguém lhes liga nada enquanto houver uma branquinha transmontana a rolar.
Foto de autor desconhecido, mas segundo a espionagem norte-americana, parece que é Moreno o seu nome; Não pagamos direitos de autor fica desde já a saber.
O Bando queria meter rodas a caminho; o Lobo e o David não entraram nas tangas e puseram-se ao fresco; o Zé Ferreira foi na frente para picar a estrada e acabar um serviço que ficou em meio. Pensamos nós de que...
Desorganizados, o Bando não atinava se se seguiam as enguias de Aveiro ou o Leitão da Mealhada. O Presidente, não ata (ou será acta ?) nem desata (ou será desacta...) O Peixoto e o Quintino é só guiões para filmes fora de época. O Súcio só diz que não tem pressa.
Até que, saltou um click e zás, Cantanhede, é para os Leitões. Nem que sejam chineses. Há os que acreditam e os que não acreditam. Eu sou do sim.
Como tudo que não é organizado, lá fomos conhecer uma linda terra, passando-lhe pelo meio. Outros meios seriam tão bons, mas é tarde. Não dá para parar e vamos em frente. O Zé espera-nos. Mais de 40 km sem proveito, até que é aqui. Já tá...  
Bem enquadrado, o Bando posa para a posteridade. Olhai, como estamos alegres.
O Zé pediu um champanhe tinto, que diga-se de passagem, não faz febre à loirinha. Um pãozito e azeitonas sem deixarem grande marca degustativa.
Veio o bicho, um kilo disse a simpática hospedeira. Desenxabido, a acompanhar um molho super picante, detestável. Talvez para esconder o paladar do dito bicho. Se não era chinês não andava longe. Mas porque será que sou bruxo ? E o Bando até gosta de coisas picantes. As batatas fritas às rodelas gordurentas e de paladar pouco agradável. Para esquecer.
Parece que a alegria do Bando não era muita. Salvou a da simpática hospedeira. Mas paciência.
Ainda por cima o camarada Súcio teve um desarranjo na máquina. Mas parece que foi resolvido. Estamos à espera da confirmação.
Sabe quem nos conhece e quem nos lê, que o Bando não regateia elogios quando gosta de comidas. Sejam simples petiscos, sejam de faca e garfo.
E faz sempre a sua publicidade às casas e aos empregados e aos patrões quando merecem.
Neste caso do Leitão, deste leitão, não é o caso.
Mas não estragou o nosso dia.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

P.120 - Estamos bem, obrigado

Há pessoal que não acredita nesta coisa do Bando. Paciência, nada a fazer. Mas a coisa é mesmo assim, funciona. 
Conversa ao telefone: Vais ter com a malta? - Vou, mas ainda é cedo - Eu sei, ainda estou a lavar a cremalheira - Então quando acabares dá um toque e encontramo-nos nas bombas - Ok, mas levas o carro ? - Levo, assim é mais fácil para p'ra pôr os gajos a dormir - Ok té já .
30 minutos depois, dois bandalhos encontram-se, bla bla bla a minha vizinha, desculpa a demora, bla bla. - Ok, sempre problemas, mas está um calor do caraças. - Pois está e vim de casaco e tu todo fresquinho - Pois, esqueci-me do blusão - vamos buscá-lo, blabla - nem penses, vamos embora.

Praça das Flores: E Viva o FLU
Vamos espreitar a ver se o Bioxene tem aí o carro - Não tem, se calhar o gajo ainda está de baixa - Não sei, eu prometi irmos visitá-lo mas o car... do Peixoto foi para França e ou vamos todos ou não vai ninguém - Vamos ligar-lhe.
Trim trim trim: Olá Bioxene, já morreste ou ainda não - não carrr.. inda cá ando - e como estás - todo fuddd ...mas aguento- e como é, vens com a malta ? - Não, mas para o mês que vem já estou operacional. - Ok, se houver azar manda a mensagem para o Notícias - Ganda fdp.... fim da chamada.

O Quintas arruma o carro e sai-me uma lembrança: Ouve lá onde era a Quinta do Godim ? É já ali... Então vamos telefonar ao Peixoto para ir ter ca gente a Campanhã... Ok

Pelo caminho para a Quinta, uma das ilhas típicas da Cidade. 
Olá Peixoto, onde estás ? A chegar ao Bolhão - então continua e espera-nos em Campanhã - ok e o Presidente? Não te preocupes, está a ler as gordas do Notícias, depois passa para as pequenas e ainda vai dar para ler os anúncios pornográficos - Ok, até já.

Da Quinta do Godim, parece que só existe a casa, bem conservada, 
e que presumimos ser um infantário. 
Já que aqui estamos vamos ver a Escola Ramalho Ortigão. Estudando à noite fiz aqui (eu) dois anos de grandes celeumas. Já lá vão mais de 45 anos. Adiante
O Peixoto farto de esperar, lá estava à sombra de uma cabine telefónica em Campanhã. Eu e o Quintas pedimos desculpas pela demora, mas isto das viagens na nossa terra tem que se lhe diga. São os quintais, o Desportivo, a esquadra da Polícia, o Fernando Vareiro, o Doutor Maurício e a ruína dos edifícios da Rua de Pinto Bessa.

Parece impossível, mas eu lembrei-me que há uma linha que nos levava até ao Progresso. E o Peixoto, especialista nestas coisas de transportes, confirmou.
E o calor que apertava, deveriam estar 25º e o Quintino de casaco.
Eu apostava que o autocarro que estava a sair era o que nos interessava. Pareço bruxo mas era verdade.
Aguentamos p'ra aí uns 15 m e lá vem um novo 207. Alegria nos rostos, vamos a caminho do Progresso. E do nosso querido Presidente que deveria estar aflito pela nossa demora.
Saímos na Praça do Bombeiro, antiga Feira do Pão mas pedi um intervalo para nos reabastecermos. Precisava do meu charro para aguentar os 30 metros que nos separavam da sede. E quando lá chegamos, não é que o nosso Presidente estava na feliz e boa companhia do António Tavares ?

AH g'anda camarada Fozense, tiveste de ficar para a história Bandalha. Estes bandalhos são mesmo assim. Matarem a sede e depois a foto de apache (Apache?, não será da Praxe? para o caso não interessa nada). Eu com a minha loirinha, o Peixoto com a preta e o Quintino com o não sei quê. Bota e bira e siga em frente, pois o Presidente já tinha tomado o seu Saco.

Eram horas de dar ao dente, assim marcavam os relógios da Velha Senhora, pois os bandalhos não vivem de ar e vento. O Tavares despediu-se da rapaziada e foi à vida e nós, Bandalhos, fomos à nossa. Mas que deu uma grande confusão deu, porque o secretário técnico-administrativo-bandalho (eu, pois claro) resolveu que os comeres deveriam ser no Abreu.
Claro que o nosso querido Presidente tinha o numero telefónico do Abreu. Só que aquela coisa dava um tic-tic-tic estranho no telefone do Peixoto. Vê a lista, vamos à cabine telefonar, siga em frente e se o Abreu estiver de férias é só subir e vamos à Churrasqueira.
Lá vamos no 801 e tá, tudo joi, na Praça da Flores. Eu vou por aqui, tu vais por ali, e já vejo o Abreu aberto.

O Abreu no seu estilo habitual, não nos ligou nenhuma. Mandou uns carapaus para aperitivar que não tiverem direito a foto. Não me perguntem porquê. Mas as sardinhas e o arroz de feijão vermelho foram registados.
Mas o secretário técnico estava de dieta e quis um bife com sabor a alho e pimenta preta. O Abreu que não nos liga nada, pôs na mesa um bife de quási 30 centímetros.
Ora como as sardinhas tiveram um acompanhamento de Verde Branco de Celorico, o bife ficou para ali a arrefecer.
Mas aos poucos lá foram indo pescar o Celorico, quer dizer, o Bife ao Alho e Vinho do Abreu. O que sobrou, nem vos digo, nem vos conto...
Estavam uns 17 graus e o Quintino é o do casaco. O único que não bobeu. Muito... Ca noite Bandalha...
E houve mais, mas não cabe nesta história.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

P.119 - Porque é dia do Bando. Edição 58ª

Dia de Assembleia Geral Ordinária. A reunião começou cedo, cerca das 13 horas junto ao Bolhão. É certo que alguns Bandalhos já tinham aproveitado para ir ao se'tor da Caixa e à pharmácia Sá da Bandeira que faz descontos a quem é sócio de Associações para marar. 15%. E como estávamos por ali resolvemos ir experimentar um poiso de que se tem falado muito. No interior do Mercado. Excelente ideia, para uma reunião como deve ser.
Arriscamos, pedimos que a sorte nos acompanhasse pelo meio das Ruínas. Grande Obra que o nosso Presidente Rui Rio vai deixar ao Herdeiro. O testamento está feito e só falta saber, daqui a 3 semanas mais coisa menos coisa, quem será. Sem saudades, deixá-lo ir. 
Ainda há gente que mete uns capitais e abre lojas novas. É o caso desta linda loja gourmet, com preços bem razoáveis. Então para camones é baratíssimo. 
Demos uma volta pelo mercado, restaurantes bem compostos de clientes mas muitas lojas fechadas. São as Ruínas meus senhores. Encontramos o nosso poiso, nem mais nem menos, O Nelson dos Leitões, com Fornos na Bairrada. Atenção visitantes: Fecha segundas e quintas-feiras e domingos também. Ao domingo também o Mercado.
Sala fresca e bem arejada, como se disse, óptima escolha para uma reunião. 
À sombrinha no meio das ruínas é que se está bem. Enquanto se preparava a ordem do dia, fomos petiscando umas batatas fritas que as vizinhas do lado deixaram de sobra. Entretanto, um Castiço Bairrada já estava na mesa, logo desaparecendo a garrafa número um, pois o calor apertava.
Chegada da primeira dose.
Alinhamos em sandes com pão da Bairrada, ou parecido. Foram 6 bem aviadas mais dois ou três pratos de batata frita, duas garrafas, uma cerveja, cafés e Bagaço do Patrão, suave, amarelinho, com direito a garrafa na mesa. E claro, um bolo semi-frio para o nossos querido Presidente. Tudo por 14 € a cada presente,  com gorja incluída.
Como o Bando gosta de saber coisas para meter nas actas (ou atas ?), fomos perguntando as novidades, que são nenhumas. Um amigo de ocasião, talhante, conta-nos que em 2000 foi feita a promessa aos comerciantes que o Bolhão seria restaurado. Em 2001 pediram-lhes que fizessem investimentos. Entretanto chegou a proibição de exporem as carnes em peça. A maior parte dos talhantes deram corda aos bitorinos e foram de frosques. Deixaram ao Rui Rio o Mercado. O nosso amigo investiu em vitrinas em 2004, confiante nas promessas sucessivas. Até hoje. Está mortinho que chegue o dia 29 para ajudar o querido presidente ir de vela virada.
Quanto ao vazo e aos paus lá espetados a história é simples. No Natal a Câmara mandou colocar um pinheiro com bolinhas e tudo. Passou a época e o pinheiro foi secando. A Câmara esqueceu o pinheiro e os turistas ficavam por ali a ver o pinheiro seco e riam. Os comerciantes com a vergonha, desplantaram o pinheiro e meteram no vazo umas varas de qualquer coisa. Parece que é bambu. Mas aqui o secretário esqueceu qual a espécie.
Pequenas e grandes histórias que honram a nossa Câmara Municipal, mai'lo seu presidente. Que o Presidente, o nosso, o do Bando, o JTeix.45 - ou Jotex para o Zé Catió - mandou que se registassem em ata (ou será Acta ?).   
Cá está o pormenor do interior do Nelson, salvo seja.
A reunião prolongou-se por aí ou mais e aprovado por unanimidade, resolveu-se transferi-la para o local habitual, o Café Progresso, mas na sala especial de verão, prosseguindo com a mesma ordem de trabalhos. 
Batendo na mesa, o Presidente deu início à segunda parte, já com o Almeida (ou será Adriano ? Moreira ?) presente. Como eram muitos os pontos da agenda, houve Bandalhos que nem conseguiram colocar os seus pontos de vista. 
A sede apertava e a nossa gentil colaboradora acabou por colocar na mesa uma caneca de litro de Água do Sousa e Douro. Uma maravilha. Claro que há Bandalhos que só tomam Pedras engarrafadas em Vidago ou Luso das 7 Bicas da Senhora da Hora. Claro que houve inicialmente o velho café de saco e um JB com duas pedras especialmente para o secretário. Tudo tem os seus custos e à falta de bagaço vai o que há. E a dividir por todos e prontos.

Fonte dos Leões
Um sol escaldante e de cor esquisita lá para os lados de Gaia. Provàvelmente a festa de despedida do Menezes Por causa do intervalo entre reuniões tivemos que atravessar a Praça dos ditos para apanhar o 207 - Campanhã.

A reunião tratou de assuntos importantes como a reforma dos ADSE, e as muitas dúvidas e os porquês que assolam a nossa sociedade:
1. Porque as transferências do FêCêPê tão faladas não se concretizaram; 
2. Porque o Cardozo depois de ter sido dado como certo em 24 países e em mais de 47 clubes, incluindo o Barcelona, o Madrid, o Manchester já com contrato feito, continua na Luz a chatear o Jasus e o Bieira do Pó mais o Eusébio e o Tony do Irão. 
3.1. Porque o Bruma, aquele negrão lindo da Guiné, cujo agente até se chama Catió, (ou será o pai do dito cujo Bruma ?) queria sair do Sportingue. E não haver uma lei que o chamuscasse mais e ao agente que acabou por estragar a vida ao rapaz, por falta de honestidade. 
3.2. Porque se fosse um trabalhador normal ia logo com patins para o Fundo de Desemprego sem direito a remunerações. Nem o Sindicato o salvava.
4. Porque o João Pinto se candidatou à Junta de Freguesia de Campanhã (aqui chegou-se a consenso: o rapaz não tem grande trabalho na Federação e o graveto de ordenado não deve ser grande coisa; e como a Marisa lhe deu com os pés, precisa de mais umas croas para compor o mês. Sempre é (são) muita (s) família (s) muitos filhos para sustentar, para além do que tem de pagar ao fisco. Este não foi a Maria José Morgado que o apanhou, mas para o caso tanto faz. 
5. Porque a CGD tem tantos administradores e tanta massa falida. 
6. Porque o Salgado banqueiro tem a memória curta e muitos milhões esquecidos por declarar. Porque o do BCP ou paga uns milhõesitos ou é cadeia. Porque os do BPN andam por aí na maior, incluindo o Presidente das Baquinhas. Muitos porquês, só registados e não definidos nem votados. 
Mas ficam em acta (ou será ata) que será assinada por todos depois de concluída daqui a uns dias.
Haviam ainda pontos não discutidos e o Quintino ficou sem voz só a pedir ordem meus senhores, é a minha vez. Mas como ninguém lhe ligou, resolvemos continuar a reunião noutra sala e na terra dele.
Bora para o 207, diz o Presidente JTeix45.
Os ânimos estavam exaltados e entre reuniões serve mesmo o meio da rua para desopilar a figadeira.
O secretário farto de os ouvir ia registando o que se via por ali. Entre beldades fotógrafas e fotografadas, o velho e asqueroso cartaz que tudo publicita durante todo o ano. A irmandade do Carmo revoltou-se contra as esplanadas do Piolho, do Universidade etc. E não se revolta contra este cartaz ? A nossa opinião e registada em acta (ou será ata ?) é que as esplanadas são de um mau gosto arquitectónico, é verdade. Mas a Câmara aprovou. Agora vai pagar pelo erro. Quer dizer, nós vamos pagar...Mas este cartaz ? não fere a visão das Igrejas do Carmo e Carmelitas ? Claro que sim, o secretário vê-se aflito se quer fazer uma artística. Está registado, sem contraditório e mai'nada.

A caminho do 207 na Cordoaria, o sol continua lindo e vai dar à luz.
Mas a velha senhora já não se segura direita ? 
Ou é a velhice ou são os copos.
Até o relógio está marado. Ou adiantado ou atrasado 7 horas. Registe-se 
Como o 207 nunca mais chegava dá sempre para registar mais sol.
Finalmente chegou e de vidros limpos, - não como os dos comboios da CP ou da Refer que tanto nojo provocam - dá para fazer umas fotinhas do banco de trás. Parece um forno mas a viagem é curta.
Passagem pelo Cifrão, outro cento de grandes convívios Bandalhos. Por menos já o foi.
Se conduza, não converse ao telefone. 
Às vezes até pensamos que os condutores dos STCP estão maluquinhos, pois durante as viagens ouvimo-los a falarem sozinhos. O Presidente afivela a carinha de carneiro mal morto e manda registar na ata (Ou será Acta?).
Chegamos sãos e salvos ao Heroísmo e ao Xico
E vai reiniciar-se a sessão. Cheguem à sala, bandalhos
Finalmente foi dada a voz ao Quintino: Projectos de reuniões em Aveiro, Ílhavo, Furadouro, Moimenta, Santo Tirso, Penafiel, S. Pedro da Cova. Como sempre o Quintino ficou sem voz:. Presidente de agenda cheia; Peixoto viaja até França, Eu nim. Assunto suspenso até à próxima reunião. Registe-se.
Então encerre-se a reunião e registe-se em Acta (ou será Ata ?) até porque a Lua já está no Céu e o Xico quer fechar.
Toca a mexer as perninhas até ao Bonfim pela António Carneiro. Matar saudades do Rainha Santa e do Alexandre, da casa do Pintor, do antigo Durão bem remodelado para venda.
 E o painel de Azulejos que ninguém viu e lhes bateu ao lado ao passar pela Pires de Lima.