quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

P.094 - Surpresa para o Portojo, extensiva ao Bando. (continuação de "O Célebre Dia 8 do Portojo" )



Do outro lado do Atrântico a nossa amiga Lú mandou este video como surpresa para o Portojo, que pretende homenageá-lo no seu aniversário, surpresa extensiva ao Bando.
Os nossos agradecimentos.

P.093 - O Célebre Dia 8 do Portojo


Hoje faz anos o maior fotógrafo do mundo. Bom, pode não ser do mundo, mas de Portugal é de certeza. Bem, posso estar a exagerar, mas se calhar é o... segundo.
Não? É só do Porto? Pronto, tá bem é o primeiro ou o segundo do Porto...
Bem, não interessa se é o segundo ou o último, que toda a gente sabe que é um bom fotógrafo, lá isso é, e que passa a vida a roubar "bonecos" ao seu querido e amado Porto, lá isso passa, e que a gente tem orgulho que ele seja o fotógrafo privativo do Bando, lá isso tem.
Tá dito e declarado.
O Bando deseja ao Portojo, Jorge Teixeira, (o Portojo, para quem não sabe, já que toda a gente sabe) parabéns e muitas felicidades.
Mais conhecido que o tremoço, no Porto em tudo o que é museus, palácios, escolas, universidades, livreiros, alfarrabistas, tascos, esquinas, avenidas, ruas, becos e vielas toda a gente o conhece, o Bando deseja-lhe um feliz aniversário e muitas "loirinhas" fresquinhas apesar do frio, para esquecer os 50% nos adquiridos e a vidinha continua. PARABÉNS.
Os Bandalhos "amandam-lhe" um ou + abraços, manga deles.
Um bom dia de aniversário.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

P.092 - O Dia da Artilharia: 4 de Dezembro

Embora não artilheiro do PUMMM, como o Kim Mendes e o Pina, mas do mesmo período em Vendas Novas, e que vivemos na mesma unidade na Guiné alguns meses, passados mais de 44 anos, ainda me lembro (afinal estamos sempre a recordar) as terríveis onze semanas de verão alentejano passadas naquele quási campo de concentração, que era a Escola Prática de Artilharia.
Onde nada nos era permitido, mas tudo fazíamos para contrariar a "ordem estabelecida". Histórias inesquecíveis nos ficaram desse período da nossa vida. Quem não se lembra do saudoso Canhão a namorar à porta do "campo" e a Companhia à espera dele na parada. E que dizer do slogan 1 Litro de água aos 50 Km. E do "reabastecimento" que o bom Povo Alentejano nos proporcionava gratuìtamente, durante os intermináveis dias e fins de semana de campo. Dos desenfianços quando a Companhia estava presa ao fins de semana e a solidariedade funcionava, respondendo uns pelos outros nas diversas chamadas. Solidariedade também durante os crosses e marchas, quando as forças de um ou outro começavam a ir-se. O salto ao galho, interpretado pelo Oliveira de Vila Verde, com a colaboração e corrupção dos "detidos" que formaram um magnífico coro teatral com o Salta, Salta (a juventude de agora pensa que o Salta foi inventado por eles) para safar o David Santos do castigo. Claro que "comíamos de ginjeira" os já experientes alferes que estavam de oficial de dia. Afinal éramos muito rústicos e eles uns meninos da mamã.
Mas recordo ainda hoje as palavras do Capitão Branco, que com emoção nos disse, à despedida do curso, para não nos deixarmos abandalhar. A vida ía ser dura. A Psico funcionou.
Muitos de nós fomos colocados em Paramos no Gaca 3 para dar recrutas. Que bela vida passamos lá. Embora o ordenado mensal de 90 escudos nem desse para o Tabaco. Mas a amizade criada em Vendas Novas foi muito forte e até hoje dura.
Na foto, tirada na messe do GACA, um camarada e grande amigo que já não está entre nós. O David Santos. Morreu passado pouco tempo depois do nosso regresso da Guiné. É ele o chefe de mesa.
Recebemos, fez ou faz agora por estes dias anos, a notícia da mobilização. Fomos os primeiros do nosso curso, juntamente com o Oliveira e o Alcochete.
Eu lembro que no dia 8 já tinha saído à ordem a mobilização, mas nem tive coragem para dizer em casa.
Faz também 44 anos que fizemos um Jantar no Chez Lapin, a nossa despedida. E porque era Natal, juntaram-se os dois eventos.
Fez também ontem, Dia da Artilharia, 42 anos que regressei a Catió depois de umas férias no Hospital de Bissau.
Tudo isto só porque ontem foi o Dia da Artilharia e eu estar chateado que nem um peru na véspera de Natal dos sem crise. E nem sou Artilheiro do Pummm.

sábado, 26 de novembro de 2011

P.091 - Dia do Presidente

Hoje gostava de ser Poeta, como o Sol ou Camões, o Alegre ou Pessoa, até mesmo um Bocage, para em lindas pinceladas tecladistas versajadas, cheias de inspiração, dedicá-las ao nosso querido Presidente, que inicia neste dia mais um ano da carreira da vida.

Não vale a pena lamentar que antes é que era bom só porque se perderam os direitos adquiridos nas entradas a 50% de desconto nos tais famosos antros de cultura, sejam museus ou tabancas de stripe, nos transportes e até nos fabulosos ordenados de fim de vida.

Porque é para seguir em frente marche, que o nosso querido JTeix45, o Presidente, dá o exemplo de comando à procura de um novo ano.

Parabéns Presidente.

Um bom dia e que o Cozido lhe saiba muito bem.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

P.090 - O passado foi ontem

A caminho da reunião mensal ordinária, alguns membros bandalhos resolveram aproveitar para dar corda aos sapatinhos, até porque o tempo estava bom.
Depois da visita habitual à Farmácia Sá da Bandeira, que dá descontos e umas borlas nas tensões, itinerou-se por caminhos nunca antes calcorreados. Porque era necessário fazer um trabalho, dar um saltinho a Germonde não custava nada, até porque é história e o Bando gosta muito. E aproveitando enquanto o nosso honorável Presidente tomava conta das cadeiras da sala de reunião no Café Progresso.

Reunião terminada, ala para novos caminhos para a segunda reunião. Por maioria era no Infante de Sagres. Prevaleceu o cotão dos bolsos minoritários.

Nova assembleia e maioritariamente seria no nóvel Intercontinental. Até porque era preciso meter uma cunha para sacar um conjunto de chávena e pires para o Quintino. Vergonhosamente, a minoria do cotão nos bolsos voltou a ganhar com um não perentório.

Mesmo com a falta de alguns dos presentes, o Feio foi saudado, até porque estava ali todo jeitoso, sem a barona ao canto da boca.

Com tantas paragens, deu tempo para lembrar o Madeirense-sul-africanista Joe Berardo e os seus negócios. E de quem os aparou. Juntos na Praça D. João I, os dois Bancos Magníficos a quem este rapaz sacou forte e feio. É assim mesmo ó Zorro, que para o seres só te falta a mascarilha. Foste um bom exemplo para uns tantos que andam aí perdidos pelo mundo. Tu ao menos dás o riso a quem te quiser ver. Um abraço para ti. E gozas com os cubanos, tão bem como o teu confrade A.J.Jardim.
Tudo acabou em bem. Depois de uma boa jantarada, maneira de falar, pois um bife e uma posta de bacalhau, não quer dizer que encham a barriga ao Bando. Felizmente que vão havendo umas faltas e os bolsos só com cotão ainda permitem esta divisão. E o carinho especial do patrão que não cobrou o IVA a 23%. Acho mesmo que não cobrou IVA nenhum, pois o Bando tem muito peso. Embora o Quintino não ajude muito com os seus 60 mal pesados.

Para a posteridade, o nosso Presidente quis fazer uma recordação deste belo coral. Não sei se verdadeiro. Mas a publicidade não é à cerveja madeirense, isso garanto.

Olhar o Dragão já é um clássico final de passeata. Até porque o Metro é já ali. Bem como os alternativos Merc's.
Assim me despeço com amizade, até Dezembro. Mês em que até o cotão vai desaparecer. Bem hajam aos que permitem essa limpeza. Penso eu de que...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

P.089 - Uma Bandalheira mais completa

Quando o calor aperta e a sede desperta, nada como um passeio até à Ribeira para ver os barcos e tomar a amarelinha da ordem. Foi a marchar desde a Praça, passando por S. Bento para ver se o Egas ainda lá está e fazer um xixi. Mouzinho da Silveira abaixo e paragem na Galeria de Artesanato O Galo. Olhando o Pátio de São Salvador, bem junto à Capela, (temas para outras conversas) depois foi só a descer, parando na Foz do Rio da Vila e olhar uns iatesinhos que por ali estão e prontos a zarpar na sexta-feira.
Todos sabemos que na Ribeira há muitos encantos. Desde logo o Muro, a que ninguém ousa dizer como fazendo parte da Muralha Fernandina, ainda não entendi porquê, mas que tem a sua Porta medieval, o Postigo do Carvão, bem conservado e devidamente sinalizado. Depois da loirinha tomada no Grupo Desportivo Infante D. Henrique ala que é preciso caminhar. Na foto-recordação ficou uma senhora turista, que deu um certo encanto à cena
Uma recordação do velho Cais da Estiva com o sr. Presidente em fundo.
Não custa nada aperitivar quanto mais não seja no sentido imaginativo, olhando a casa onde nasceu o inventor do Bacalhau à Gomes de Sá.
Para além dos muitos turistas que por ali andavam e dos iates e outros barcos, também estava um grupo de caloiros universitários, acompanhados dos seus "velhos guias" praxando-os com um rastejar a "roçar" o muro. Pior que na tropa, mas são o futuro de Portugal e precisam de estar bem preparados...
Mesmo no final do Muro para leste, pertinho da Capela da Lada, a Casa onde nasceu Carvalho de Araújo, comandante do Augusto de Castilho, navio de guerra português afundado pelo submarino alemão U-139 quando escoltava o San  Miguel, este com carga e 260 pessoas a bordo e que chegou salvo ao Porto de Ponta Delgada. O Comandante Carvalho de Araújo morreu assim como 6 homens da guarnição.
Junto à hora do "tacho" chegaram o Quintino que passou o dia na reforma agrária e o Biochene, depois de passeio no seu belo carrinho. Belo para ele, para o Bando aquilo é uma sucata ambulante.
E como a noite era uma criança, ainda por cima amena e luarenta, um passeio pelo jardim da Velasquez não fez mal a ninguém. Nem às árvores. E não só, mas isso são estórias incontáveis.
Não sei se eram os efeitos etílicos, mas creio que se falou numa ida a Lisboa para escoltar o nosso Presidente, afim de receber uma medalha pelos extraordinários serviços prestados à Pátria. Em alternativa seria uma mariscada em Vigo. Mas não entendi nada, pois falaram (?) em "ferribotes", em Caminha, numa cabritada de churrasco em Coimbra, encomendar-se ao amigo Areia da 2010, de Matosinhos, uma garoupa, talvez melhor umas sardinhas. Ah já nem sei. Estes bandalhos depois da meia-noite já não dizem coisa com coisa. E ainda queriam ir ao Aeroporto ver a foz do rio Leça. Bem, estivemos lá bem próximos, mas não sei se era da Foz ou do Aeroporto ou das duas coisas. Ou será que há uma em duas ?
Melhor é ir dormir pois estou com uma soneira que nem aguento a Selecção de todos eles.



quinta-feira, 15 de setembro de 2011

P.088 - Cedo levantar e tarde deitar

Dia de Bando mensal e nada melhor que um saltinho até ao Jardim do Morro para deleitar com o Porto Histórico. Com o pessoal muito ocupado, ou ainda em gozo de merecidas férias para descansar do descanso, as coisas vão se passando aos poucos.
A descida para o Cais de Gaia é feita através de uma rua - que vem dar à do Cabo Simão - cujo calcetamento deverá ser pior que as antigas estradas romanas. Para além da água misturada com cimento (?) que desce a calçada dar cabo dos nossos belos sapatinhos e da beira das pernas das calças, viajar por esta rua é uma aventura que inclui escorregas e torcer de pés. O que poderá até ser bem pior. Por cima passam os carrinhos do famoso teleférico de Gaia, que como se pode mais uma vez confirmar, viajam sem clientes.
Depois do almoço, simples e barato no famoso Serrano da Rua do Loureiro, bem pegado ao Edifício a desfazer-se há anos onde se inicia a nossa bem Portuense Avenida da Ponte, que agora já não tem este toponímio - ou deverá escrever-se toponímia ? ou toponímica ? Coisa de gregos, que para o caso não interessa nada - iniciamos um passeio no 500 até à Foz. Melhor dizendo, até à praia do Molhe. Depois foi o caminhar até ao Castelo do Queijo, onde uma cervejinha gelada estava à minha espera no bar dos Comandos.
Regressamos ao Centro da Capital no 200 e porque era cedo e no Progresso ninguém nos esperava a não ser o sr. presidente JTeix.45 com os cumpr., saiu a proposta para visitarmos os Museus de Zoologia e o de Mineralogia da U.P. O primeiro estava fechado, embora o segurança nos informasse que bastava tocar à campaínha porque estava alguém lá dentro. Se estava, ou era surdo, ou surda, ou estava em ocupações mais importantes do que abrir a porta. Eram 4,20 da tarde. Ficamo-nos pelo de Mineralogia.
Ali nos Leões, enquanto estabelecíamos contactos com outros Bandalhos, quedamo-nos a olhar aquela calçada, com as pedras tão largas entre si, que as catraias usando saltos, tinham - e têm - de usar da máxima prudência para não ficar sem eles na melhor das hipóteses. Na pior, nem vale a pena imaginar.
Saltou-nos a feliz ideia de dar um saltinho até à Batalha para fazer horas. Nada melhor que o eléctrico para a viagem.
Com bastantes turistas - felizmente nem tudo é mau neste tempo de crise - a fazer-nos companhia, ala até... ao Louro, pois claro, só para fazer horas.
O pobre Bioxene, cheiinho de trabalho, só nos fez companhia ao jantar. No velho Abreu na Praça das Flores. Depois do repasto, um descanso para olhar a Lua, plena e linda ao mesmo tempo que saboreavamos o ar da noite quente e suave.
Mas há quem precise de ficar em pé, para que a digestão seja mais perfeita e completa.
Nada como sentir o aconchego do belo carrinho do Bio.
Meia noite a deitar fora e vamos embora porque não há mais.